Jesus - a Simples Verdade

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Paul Washer - Igrejas e as Técnicas Carnais


É fundamental conhecermos as Técnicas Carnais usadas hoje para persuadir homens e mulheres ao engano.

Jesus - A Simples Verdade

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Que Você Faz Com A Imoralidade?





Tradução por Editora Fiel

Quando o apóstolo Paulo ouviu que havia imoralidade na igreja de Corinto, ficou perplexo. A imoralidade era tal, que até a sensibilidade do mundo pagão seria ofendida — Há “quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai” (1 Co 5.1). Todavia, a admiração de Paulo se devia, em grande parte, ao fato de que a igreja tolerou isso como um símbolo de honra. A igreja havia distorcido de tal modo o significado do amor, que se orgulhava de aceitar tais pessoas. “Contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar...?”, exclamou Paulo.

Este episódio revelador na história da igreja primitiva, encontrado em 1 Coríntios 5, não poderia ser mais relevante.

Como disse Paulo: “Não é boa a vossa jactância”. A idéia de que algumas associações de cristãos professos conduz atualmente à luta em favor de uniões de pessoas do mesmo sexo, homossexualidade no sacerdócio e outras práticas que mitigam contra a pureza sexual e os laços do matrimônio certamente evocaria a justa indignação de Paulo, se estivesse vivo hoje.

A igreja não é um clube de voluntários formado de pessoas de qualquer convicção ou comportamento, uma entidade sem caráter, pronta a aceitar qualquer pessoa que deseja se unir no regozijo e excitação. É uma sociedade séria que possui limites. É para aqueles que foram vivificados por Deus, confessaram essa mudança publicamente, por meio do batismo, e estão comprometidos a andar em obediência e arrependimento todos os dias de sua vida. A igreja é uma união repleta de amor, não apenas de sentimentalismo — um amor que exige santidade (2 Tm 1.9; Gl 5.13; Rm 6.1).

Paulo apresenta uma lista dos limites da comunhão cristã nesta passagem. Entre os que a igreja deveria remover e com os quais não se deveria associar, estava “alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador...”

Então, o que devemos fazer quando encontramos imoralidade dentro da igreja? Não pode haver engano quanto à resposta:

Seja “tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou”.
Seja “entregue a Satanás”. (Isto significa: ao ser removido de seu meio, a igreja deixa tal pessoa no mundo e sob o controle de Satanás.)
“Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros.”
“Com esse tal, nem ainda comais.”
“Expulsai... de entre vós o malfeitor.”

No caso de pecados tão notórios como a imoralidade, a disciplina da igreja tem de ser imediata e decisiva. Por quê?

“Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” é a explicação. Quanto mais o fermento permanece em uma massa de farinha, tanto mais ele se espalha. Paulo usou a festa da Páscoa, do Antigo Testamento, para estabelecer seu argumento. Naquela festa, todo o fermento era removido dos lares, visto que era um símbolo do pecado. Paulo disse que o Cordeiro pascal havia sido imolado (ou seja, Cristo fora crucificado). Como igreja, devemos celebrar “a festa” (ou seja, viver constantemente em Cristo) sem o velho fermento da maldade.

Paulo defende apaixonadamente a pureza da igreja. Por um lado, exercer a disciplina é o melhor para a pessoa. É realmente a única atitude amável, neste caso. Permitir que o membro de uma igreja continue no pecado é semelhante a permitir que uma criança prejudique a si mesma e a seus irmãos, sem receber correção. Mas, por outro lado, exercemos disciplina porque Deus chamou a igreja à pureza.

Quando um frango está podre e cheio de vermes, você não fará o melhor se colocar um frango saudável na mesma sacola? É claro que não. O frango estragado e cheio de bichos sempre deteriora o saudável; nunca ocorre o contrário. Paulo escreveu na mesma carta: “As más conversações corrompem os bons costumes”.

Você têm caído neste velho problema da igreja de Corinto: orgulharse da tolerância indiscriminada? Um pastor disse: “Jamais consegui levar nossa igreja a disciplinar seus membros. Hoje, existem tantas pessoas imorais entre nós, que discipliná- las causaria um grande conflito”.

Esta mentalidade é exatamente a razão por que tantas igrejas são ineficazes em mudar a cultura e em trazer pessoas a um estilo de vida diferente.
Por Jim Elliff
Fonte: Livros e Sermões Bíblicos
Jesus - A Simples Verdade

terça-feira, 12 de julho de 2011

Missão e Masturbação : Por John Piper


Masturbação é a experiência de orgasmo sexual produzido por autoestimulação. Quase todo homem e muitas mulheres já experimentaram. Ela é uma prática regular de muitos homens solteiros.

A derrota na área da cobiça é uma das principais forças que impedem os jovens de obedecer ao chamado de Deus para o serviço cristão vocacional. Um adolescente ouve um chamado desafiador para se entregar à causa da evangelização mundial. Ele sente a persuasão do Espírito Santo. Prova a emoção de seguir ao Rei dos reis na batalha. Mas ele não obedece, pois está masturbando regularmente. Ele se sente culpado. Dificilmente consegue se imaginar testemunhando a uma bela garota sobre a condição eterna de sua alma, pois está acostumado a contemplar garotas nuas em sua imaginação. Assim, ele se sente indigno e incapaz de obedecer ao chamado de Deus. A masturbação se torna a inimiga de missões.

Mas a masturbação é algo errado? Deixe-me abordar a questão principalmente para os homens. Não posso imaginar orgasmo sexual sem imagem sexual na mente. Sei que existem ejaculações noturnas, as quais considero inocentes e úteis, mas duvido que alguém tenha um orgasmo à parte de um sonho sexual que forneça a imagem necessária na mente. Evidentemente, Deus constituiu a conexão entre orgasmo sexual e pensamento sexual de tal forma que a força e o prazer do orgasmo dependem do pensamento ou imagens em nossas mentes.

Portanto, para se masturbar, é necessário ter pensamentos ou imagens vívidos e excitantes na mente. Isso pode ser feito por pura imaginação ou mediante fotos, filmes, histórias ou pessoas reais. Essas imagens sempre envolvem as mulheres como objeto sexual. Uso a palavra “objeto” porque para uma mulher ser um verdadeiro “sujeito” sexual em nossa imaginação, ela deve na realidade ser alguém com quem experimentamos o que estamos imaginando. Esse não é o caso com a masturbação.

Dessa forma, voto um não para a masturbação. Pode haver outras razões pelas quais ela é errada. Por ora, fundamento meu voto sobre as inevitáveis imagens sexuais que acompanham a masturbação, as quais tornam as mulheres em objetos sexuais. Os pensamentos sexuais que possibilitam a masturbação não ajudam nenhum homem a tratar as mulheres com maior respeito. Portanto, a masturbação produz culpa real e legítima, e obstrui o caminho da obediência.

Três encorajamentos para homens solteiros:

  1. Vocês não estão sozinhos na batalha.
  2. Fracasso periódico nesta área não te desqualifica mais para o ministério do que fracassos periódicos de impaciência (que também é um pecado).
  3. Procure o poder expulsivo de uma novação afeição. Andei por uma seção inteira de livros de “fotografia” no Walker Art Center na quinta-feira passada, capacitado pelo prazer melhor de sentir Cristo conquistar a tentação do olhar.

Por causa do seu poder,

Pastor John Piper

Fonte livros e Sermões Bíblicos

Jesus a Simples Verdade

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Defendendo a Ira do Meu Pai



Por
Uma Parte da série Taste & See

Tradução por Rodrigo Silva


Existem forças culturais trabalhando dentro e fora da Igreja que me fazem impulsivamente defender a ira do meu Pai contra mim antes de eu ser adotado. Ele não precisa da minha defesa. Mas acredito que ele seria honrado por isso. E ele nos ordenou, "Honra teu pai" (Êxodo 20:12).

Estou escrevendo de Cambridge, Inglaterra, e minha indignação sobre o ataque a meu Pai é de origem britânica. A calunia que eu tenho em mente é o seguinte parágrafo de um popular escritor britânico:

O fato é que a cruz é uma forma cósmica de abuso infantil - um Pai vingativo que pune seu Filho por uma ofensa que ele nem mesmo cometeu. Compreensivelmente, pessoas tanto dentro quanto fora da Igreja acabam considerando essa distorcida versão de eventos moralmente dúbia e uma imensa barreira à fé. Mais profundo que isso, no entanto, é que tal conceito entra em total contradição com a declaração: "Deus é amor". Se a cruz é um ato pessoal de violência cometido por Deus ao gênero humano mas sofrida por seu Filho, então ela zomba do próprio ensinamento de Jesus de amar seus inimigos e de recusar pagar o mal com mal (Steve Chalke e Alan Mann, The Lost Message of Jesus, [Grand Rapids, MI: Zondervan, 2003], pág. 182-183).

Isso espantosamente veio de um cristão declarado. Em defesa do meu Pai celestial eu gostaria de testemunhar a verdade que, antes dele me adotar, sua terrível ira estava sobre mim. Jesus disse, "Quem crê no Filho tem a vida eterna, quem não obedecer... sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36). A ira permanece em nós enquanto não temos fé em Jesus. Paulo coloca dessa maneira: Nós "éramos por natureza filhos da ira, como o resto da humanidade" (Efésios 2:3). Minha própria natureza me fez merecedor da ira.

Meu destino era enfrentar o "fogo ardente" e "vingança daqueles... que não obedecem ao evangelho do Senhor Jesus... [e que] sofrem a punição da destruição eterna" (2 Tessalonicenses 1:8-9). Eu não era um filho de Deus. Deus não era meu Pai. Ele era meu juiz e meu executor. Eu era um "filho da desobediência" (Efésios 2:2). Eu estava morto em transgressões e pecados. E a sentença de meu Juiz era clara e terrível: "por causa dessas coisas a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência" (Efésios 5:6).

Havia apenas uma esperança para mim - que a infinita sabedoria de Deus pudesse criar um meio para o amor de Deus satisfazer a ira de Deus de maneira que eu pudesse me tornar um filho de Deus.

Isso foi exatamente o que aconteceu, e eu vou cantar sobre isso para sempre. Depois de dizer que eu era por natureza um filho da ira, Paulo diz, "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa de seu grande amor que nos amou, mesmo quando ainda estávamos mortos em nossas transgressões, nos fez vivos junto com Cristo" (Efésios 2:4-5). "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho... para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos". Deus enviou seu Filho para resgatar-me de sua ira e me fazer seu filho.

Como ele fez isso? Ele fez do modo que Steve Chalke caluniosamente chama de "abuso infantil cósmico". O Filho de Deus sofreu a maldição de Deus em meu lugar. "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: 'Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro'" (Gálatas 3:13). Se as pessoas no século vinte e um acham esse mais grandioso ato de amor "moralmente dúbio e uma imensa barreira à fé", isso não era diferente nos dias de Paulo. "Nós pregamos o Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gentios" (1 Coríntios 1:23).

Mas para aqueles que foram chamados por Deus e crêem em Jesus, esse é "o poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1 Coríntios 1:24). Essa é a minha vida. Esse é o único modo que Deus poderia tornar-se meu Pai. Agora que sua ira não mais repousa sobre mim (João 3:36), ele enviou o Espírito de filiação que flui no meu coração e clama Aba Pai (Romanos 8:15). Por isso eu oro, "Por favor saiba, Pai celestial, que eu te agradeço de todo meu coração, e que eu meço seu amor por mim pela magnitude da ira que eu merecia e a maravilha de sua misericórdia colocando Cristo em meu lugar."

Fonte Livros e Sermões Bíblicos

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domingo, 10 de julho de 2011

Pela Fé que Foi Entregue aos Santos


Gilson Santos

“...senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3).

Uma das palavras mais freqüentes na Bíblia é “fé”. Conceito chave, esta palavra descreve um ato que passa pela inteligência e pela vontade.

Na Bíblia, fé significa confiança absoluta em tudo que Deus tem revelado; a confiança que possuímos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Às vezes, esta palavra aparece para descrever o exercício da fé por parte do homem espiritual, a crença ativa, a dependência de Deus. Outras vezes, para descrever o objeto da fé, aquilo em que alguém crê, o sistema de princípios religiosos (como é o caso do cristianismo), o anúncio doutrinário na forma de um credo.

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos...” (1 Co 16.13 - ARC).

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1.23 - ARC).“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escreve

“E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o númr-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3 - ARC).ero dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé” (At 6.7). Há algumas perguntas que nos ajudam a avaliar nossa fé. Neste editorial propomos três perguntas através das quais podemos fazer uma radiografia dela. São perguntas importantes e reveladoras.

  • Em Que Você Crê?
  • O conteúdo da nossa fé é fundamental. Aquilo em que você crê constitui aquilo que você é. E só a verdade é digna de ser crida. Alguém já disse que “a piedade é filha da verdade, e precisa ser alimentada... não com outro leite que não seja o de sua mãe”. John Owen afirmou que “somente a verdade capacita a alma a dar glória a Deus”. Hoje em dia ouvimos expressões tais como: “Não importa o que você crê, conquanto seja sincero”; “Todos os caminhos levam a Deus”, etc. Ao que nos parece, esta será a religião do século 21. Isto, contudo, é uma grande falácia. Aquilo que você crê constitui o alicerce da sua vida. Aquele que crê mal não pode viver bem, pois não tem alicerces.

    Nossa fé requer um conteúdo. Fé sem conteúdo não é a fé bíblica: é misticismo ou superstição. E o conteúdo sólido para alicerçarmos nossa vida tem de ser a verdade. Permaneça fiel às suas convicções, mas assegure-se de que elas são verdadeiras. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Somente a verdade liberta e consola. Nossa liberdade consiste em sermos cativos da verdade. Um filósofo dinamarquês disse que, “para ser forte, preciso descobrir a verdade, pela qual eu possa viver e morrer”.

    Vivemos tempos em que as pessoas estão à procura de mestres que lhes agradem. Líderes e movimentos religiosos, inclusive no meio evangélico, têm, como premissa essencial de sua prática e base de sua agenda, o pensamento corrente, os conhecimentos da psicologia e as tendências culturais. Surgem doutrinas que agradam multidões e pregoeiros que mais se parecem com aqueles animadores de programas de auditório. Entretanto, a questão não é se uma doutrina é bela, atraente, impressionante ou popular, mas se é verdadeira. O bispo de Hipona escreveu: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas em si mesmo”. E o reformador Lutero adverte-nos: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”. No fim, a verdade triunfará. A verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça; e a falsidade é sempre fraca, não importa quão forte pareça.

    Por nós Jesus orou. Ele pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

  • Como Você Crê?
  • A forma e a intensidade da fé têm grande importância. A fé é algo que se desenvolve mediante o uso. Ela precisa ser desenvolvida. Assim, a fé pode aumentar e ser fortalecida. Há níveis variados de fé, pois há níveis variados de desenvolvimento da alma. Por isso, fazem sentido expressões bíblicas tais como: “Homens de pouca fé”; “Geração incrédula”; “Fé do tamanho de um grão de mostarda”; “Mulher, grande é a tua fé”; “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Dos pedidos que os discípulos fizeram ao Mestre Jesus Cristo, dois se destacam. O primeiro é “ensina-nos a orar”; e o segundo, “aumenta-nos a fé”.

    Esta questão da forma e da intensidade da fé pode ser percebida de maneira bem nítida nas palavras de Jesus dirigidas a Tomé, no segundo domingo após a ressurreição. Como sabemos, Tomé esteve ausente na reunião do primeiro domingo (o que já constitui um ponto negativo) e não creu na notícia de que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Após haver contemplado o Senhor, colocado o dedo nas feridas dos cravos em suas mãos e apalpado as chagas do seu lado, Tomé creu. E disse-lhe Jesus: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).

    De fato, a fé bíblica é a confiança que temos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Ao crente basta a Palavra de Deus. Deus falou a Abraão, e este creu. Lamentavelmente, vivemos um tempo em que a geração incrédula e adúltera pede e busca sinais a fim de crer.

    Escrevendo sobre questões relacionadas à esfera da liberdade cristã, o apóstolo Paulo disse aos romanos: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23 - ARC). A nossa fraqueza nasce de nossa falta de convicções arraigadas. Precisamos de homens com fé inabalável na Palavra do Senhor, com coragem para tomar posição em sua proclamação e defesa e com disposição e tenacidade para assumir os custos de tal decisão. Afinal, uma bigorna não tem medo dos martelos, e, como alguém já disse, “razões fortes levam a decisões enérgicas”.

    Walt Disney criou um personagem que ele entendeu representar bem o Brasil. Foi o Zé Carioca. Um papagaio que caracteriza o carioca típico dos morros da cidade do Rio. De fato, o papagaio é uma ave bem brasileira. A singularidade dessa ave é que, por via de regra, imita bem a voz humana. Todavia, é um mero repetidor do que ouve constantemente. Também, em religião, os “papagaios” proliferam em nosso país. Estes repetem idéias que têm ouvido desde o berço ou práticas e doutrinas da moda, sem jamais terem chegado a uma experiência pessoal com Deus.

    Quando Pilatos interpelou Jesus, com as palavras “És tu o rei dos judeus?”, Jesus respondeu ao governador, fazendo outra pergunta: “Dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?” Ecoar o que se ouve, sem uma fixação pessoal, é tornar-se um papagaio.

    Este é um sintoma alarmante de nossa época: muita gente “ecoando” um cristianismo que não passou da gravação, na memória, de algumas respostas do catecismo e alguns textos ou referências da Bíblia. Fé viva na Palavra e vivência com Deus nunca foram experimentadas por tais pessoas. E, quando chegam as horas difíceis, em que a vida espiritual tem de passar por uma prova de fogo, a “religião de segunda mão” não oferece o apoio de que precisa o “religioso”, que entra em pane e atola. Necessitamos de uma geração de homens “religiosos de primeira mão”, que falem ou cantem o que afirma o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor...” Como você crê? Como andam as suas convicções?

    O conhecimento da verdade deve nos levar à convicção da verdade. Jesus lançou a seguinte pergunta ao povo, acerca de João Batista: “Que fostes ver no deserto? Uma cana agitado pelo vento? ... Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta” (Mt 11.7-9 - ARC). É terrível quando ouvimos a respeito de alguém: “Ele nunca tem opinião própria; costuma adotar a que estiver em voga”. Eis aí um caniço agitado pelo vento. O profeta do Senhor não é aquele que se orienta pelo catavento da opinião pública, mas pela bússola da convicção bíblica. O nosso mundo é rico em ilusões, e, por vezes, nos deixamos iludir por ele. Somos tentados a preferir o caminho fácil e seguir o curso da multidão. Porém, aqueles que têm por filosofia de vida acompanhar as multidões freqüentemente se perdem no meio delas. Spurgeon um dia concluiu sobre a insanidade de alguém se guiar pela popularidade e disse: “Já faz muito tempo que parei de contar cabeças. Geralmente a verdade está com a minoria neste mundo mau”.

    O mundo carece de homens que crêem naquilo que pregam. Nos tempos da bastilha francesa, Mirabeu falou de Robespiere, quando este fazia um discurso: “Este homem vai longe; ele acredita naquilo que diz!” É lamentável dizer, mas há muitos de nossos pregadores e teólogos que simplesmente não crêem naquilo que pregam. Se crêem, a forma como pregam parece negar-lhes a eficácia de sua fé.

  • O Que Você Faz Com O Que Você Crê?
  • O que fazemos com a fé é muito importante. Se algo é digno de ser crido, é digno de ser vivido. De fato, a fé bíblica implica em obediência.

    A fé bíblica traduz-se em discipulado. Não crê aquele que não vive consoante à sua crença. “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17). Um pressuposto da pregação da Palavra de Deus é que o propósito subjacente a toda doutrina é garantir a ação moral. Aprendemos por simples verificação semântica que teologia é conhecimento de Deus. Sua teologia consiste naquilo que você é quando pára de falar e começa a agir. Deus quando nos instrui a mente, Ele o faz para transformar a vida. Aliás, este é o alvo do ensino, e a lei do processo de aprendizagem estabelece que o aluno deve reproduzir, em si próprio, a verdade aprendida. E vivendo a verdade, nossas próprias vidas se tornam verdadeiras. Nós nos tornamos o que devemos ser.

    Uma fé digna de ser crida é digna de ser proclamada. Novamente recorro a Spurgeon, que disse: “Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade”. Hoje a teologia é vista como reflexões dos ambientes eruditos, aprisionada nos recintos acadêmicos dos seminários. Faz-se uma grande dissociação entre o conteúdo dos compêndios empoeirados das bibliotecas dos teólogos e a ação pastoral na igreja e a vivência comum do crente com Deus. Não tenhamos o mínimo interesse numa teologia que não promova o ardor por Deus; não tenhamos qualquer interesse por uma teologia que não evangelize e uma fé que não seja missionária.

    A verdade precisa ser proclamada, não importa como seja recebida. E deve ser proclamada, antes de tudo, porque é a Verdade de Deus. Proclamar a Palavra glorifica o seu santo Nome. A pregação é sem dúvida um bem eterno. Essa foi a conclusão dos apóstolos quando elegeram “os sete”. O bem que se faz aos homens é passageiro; as verdades que lhes deixamos são eternas.

    Uma fé digna de ser crida é também digna de que batalhemos por ela. O melhor método para a erradicação do erro ainda é publicar e praticar a verdade. Precisamos tornar clara nossa posição, com palavras e obras, em favor da verdade e contra as falsas doutrinas. Quase sempre, é no vácuo deixado pela negligência e descaso em proclamarmos “todo o conselho de Deus” que proliferam as seitas e heresias. Quando a verdade silencia, as opiniões falsas parecem plausíveis. A verdade amordaçada é uma contradição e impropriedade, pois a verdade é sempre o argumento mais forte.

    Sê fiel até à morte.” Não foi este o lema dos mártires desde Estêvão? “Senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3). No eminente e constante desafio de estar comprometida com a fé que foi entregue aos santos, esta revista se apresenta ao leitor. Fazemo-lo com humildade, reverência e tremor. Mas fazemo-lo varonilmente. Neste primeiro número trazemos o artigo O Perfeito Equilíbrio da Verdade de Deus, onde Geoffrey Thomas, integrante da equipe editorial do The Banner of Truth Journal e pastor batista no País de Gales, procura estabelecer um equilíbrio entre algumas verdades que, aparentemente, encontram-se em conflito umas com as outras. Em determinados momentos da história da Igreja, os verdadeiros servos do Senhor tenderam a enfatizar certas doutrinas em detrimento de outras. A geração seguinte reagiu contra essa ênfase da geração precedente, e assim aconteceu o fenômeno que alguns historiadores denominam de “movimento pendular”. O autor é feliz na sua exposição, ao propor um equilíbrio em alguns dos pontos fundamentais da fé e prática cristãs.

    O Supremo Dever do Pastor é um artigo do Dr. Thomas K. Ascol, pastor batista em Cape Coral, Flórida, e editor do The Founders Journal. Qual o supremo dever do pastor?

    Salientando os diversos aspectos que envolvem o ministério pastoral nos tempos atuais, o autor encontra, no emaranhado de responsabilidades que ao pastor se atribui, o dever de pregar a Palavra de Deus. Seu artigo é muito oportuno, mormente nesses tempos em que vozes e movimentos questionam acerca da relevância da pregação bíblica, nos dias atuais. A. W. Tozer, pastor de uma igreja da Aliança Cristã e Missionária até seu falecimento na década de 1960, é conhecido como “um profeta da nossa geração”. Seu artigo, Precisamos Novamente de Homens de Deus, é uma convocação a agradar a Deus e ignorar a multidão, numa geração pragmática e materialista.

    A voz de Deus é a voz de Deus. A voz do povo é a voz do povo. Quão desesperadamente precisamos hoje dessa mensagem. Deus está procurando homens que tenham a coragem de tomar posição e assumir o preço dela, no meio desta geração. Na decadente era pré-diluviana, Ele encontrou Noé. O mundo está necessitando novamente de homens como Noé - “pregoeiro da justiça” - a quem o Senhor disse: “Tenho visto que és justo diante de mim nesta geração” (Gn 7.1). Em Quanto ao Vir a Cristo, Ernest Reisinger, veterano pastor batista na Flórida e editor assistente do The Founders Journal, analisa os fundamentos histórico-teológicos de uma das práticas mais comuns à chamada “pregação evangelística” contemporânea: o sistema de apelo.

    O autor, numa análise acurada, apresenta os perigos e equívocos em torno desta prática (inaugurada por Charles Finney), entre os quais, a freqüente associação e/ou permuta que se faz entre a regeneração operada pelo Espírito Santo e um ato físico exterior. É um artigo que se enseja bastante oportuno. O que temos nesta edição, contudo, é apenas a primeira parte. Aguarde a conclusão no próximo número. Em Sansão e a Sedução da Cultura, Roger Ellsworth nos adverte quanto ao perigo de nos tornarmos enamorados e, deste modo, divididos pela cultura. Ele o faz de maneira bastante ilustrativa, recordando-nos a história de Sansão e seu encanto por Dalila. Ellsworth conclui seu artigo, alertando sobre o dever de permanecermos fiéis e não nos deixarmos seduzir pela cultura que, por Deus, fomos chamados a influenciar. Dois pequenos artigos complementam o conteúdo deste número. Pequenos, mas nem por isso de menor importância. Outro Evangelho é um artigo que se revela bastante atual. Foi extraído dos escritos de A.W. Pink, teólogo reformado falecido em 1952. Trata desse “evangelho” atual cuja maior aspiração é paz, unidade e irmandade. A mensagem desse evangelho objetiva tornar o mundo tão confortável e um habitat tão harmonioso, que a ausência de Cristo não será percebida, e a necessidade de Deus não existirá. As Implicacões do Livre-arbítrio, citado de C. H. Spurgeon, faz breve análise do conceito humanista do livre-arbítrio em contradição com a doutrina bíblica da livre agência do homem. O que pensamos sobre livre-arbítrio? Como isto se relaciona com a vontade soberana e a graça eficaz de Deus? Não estaremos colocando o homem onde Deus deve estar? Uma de nossas expectativas é que essas leituras estimulem o leitor a batalhar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos.

    Não é coisa pequena ficar em pé diante de uma congregação e dirigir uma mensagem de salvação ou condenação, como sendo do Deus vivo, no nome do nosso Redentor. Não é coisa fácil falar tão claro, que um ignorante nos possa entender; e tão seriamente que os corações mais desfalecidos nos possam sentir; e tão convincentemente que críticos contraditórios possam ser silenciados.

    Richard Baxter

    Jesus - A Simples Verdade

    sábado, 9 de julho de 2011

    Por que Precisamos dos Puritanos


    O hipismo é conhecido como esporte de reis. O esporte do “atiralama”, porém, possui mais ampla adesão. Ridicularizar os Puritanos,em particular, há muito é passatempo popular nos dois lados do Atlântico,e a imagem que a maioria das pessoas tem do Puritanismo ainda contém bastante da deformadora sujeira que necessita ser raspada. “Puritano”, como um nome, era, de fato, lama desde o começo. Cunhado cedo, nos anos 1560, sempre foi um palavra satírica e ofensiva, subentendendo mau humor, censura, presunção e certa medida de hipocrisia, acima e além da sua implicação básica de descontentamento, motivado pela religião, para com aquilo que era visto como a laodicense e comprometedora Igreja da Inglaterra, de Elizabeth. Mais tarde, a palavra ganhou a conotação política adicional de ser contra a monarquia Stuart e a favor de algum tipo de republicanismo; sua primeira referência, no entanto, ainda era ao que se via como um forma estranha, furiosa e feia de religião protestante. Na Inglaterra, o sentimento antipuritano disparou no tempo da Restauração e tem fluído livremente desde então; na América do Norte edificou-se lentamente, após os dias de Jonathan Edwards, para atingir seu zênite há cem anos atrás na Nova Inglaterra pós-Puritana. No último meio século, porém, estudiosos têm limpado a lama meticulosamente.

    E, como os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina têm cores pouco familiares depois que os restauradores removeram o verniz escuro, assim a imagem convencional dos Puritanos foi radicalmente recuperada, ao menos para os informados. (Aliás, o conhecimento hoje viaja devagar em certas regiões.) Ensinados por Perry Miller, William Haller, Marshall Knappen, Percy Scholes, Edmund Morgan e uma série de pesquisadores mais recentes, pessoas bem informadas agora reconhecem que os Puritanos típicos não eram homens selvagens, ferozes e monstruosos fanáticos religiosos, e extremistas sociais, mas sóbrios, conscienciosos, cidadãos de cultura, pessoas de princípio, decididas e disciplinadas, excepcionais nas virtudes domésticas e sem grandes defeitos, exceto a tendência de usar muitas palavras ao dizer qualquer coisa importante, a Deus ou ao homem. Afinal está sendo consertado o engano.

    Mas, mesmo assim, a sugestão de que necessitamos dos Puritanos — nós, ocidentais do final do século vinte, com toda nossa sofisticação e maestria de técnica tanto no campo secular como no sagrado — poderá erguer algumas sobrancelhas. Resiste a crença de que os Puritanos, mesmo se fossem de fato cidadãos responsáveis, eram ao mesmo tempo cômicos e patéticos, sendo ingênuos e supersticiosos, super-escrupulosos, mestres em detalhes e incapazes ou relutantes em relaxarem. Pergunta-se: O que estes zelotes nos poderiam dar do que precisamos? A resposta é, em uma palavra, maturidade. A maturidade é uma composição de sabedoria, boa vontade, maleabilidade e criatividade. Os Puritanos exemplificavam a maturidade; nós não. Um líder bem viajado, um americano nativo, declarou que o protestantismo norte-americano— centrado no homem, manipulativo, orientado pelo sucesso, auto-indulgente e sentimental como é, patentemente — mede cinco mil quilômetros de largura e um centímetro de profundidade. Somos anões espirituais. Os Puritanos, em contraste, como um corpo eram gigantes. Eram grandes almas servindo a um grande Deus.

    Neles, a paixão sóbria e a terna compaixão combinavam. Visionários e práticos, idealistas e também realistas, dirigidos por objetivos e metódicos, eram grandes crentes, grandes esperançosos, grandes realizadores e grandes sofredores. Mas seus sofrimentos, de ambos os lados do oceano (na velha Inglaterra pelas autoridades e na Nova Inglaterra pelo clima), os temperaram e amadureceram até que ganharam uma estatura nada menos do que heróica. Conforto e luxo, tais como nossa afluência hoje nos traz, não levam à maturidade; dureza e luta, sim, e as batalhas dos Puritanos contra os desertos evangélico e climático onde Deus os colocou produziram uma virilidade de caráter, inviolável e invencível, erguendo-se acima de desânimo e temores, para os quais os verdadeiros precedentes e modelos são homens como Moisés e Neemias, Pedro, depois do Pentecoste, e o apóstolo Paulo.

    A guerra espiritual fez dos Puritanos o que eles foram. Eles aceitaram o antagonismo como seu chamado, vendo a si mesmos como os soldados peregrinos do seu Senhor, exatamente como na alegoria de Bunyan, sem esperarem poder avançar um só passo sem oposição de uma espécie ou outra. John Geree, no seu folheto “O Caráter de um Velho Puritano Inglês ou Inconformista” (1646), afirma: “Toda sua vida ele a tinha como uma guerra onde Cristo era seu capitão; suas armas: orações e lágrimas. A cruz, seu estandarte; e sua palavra [lema], Vincit qui patitur [o que sofre, conquista]”.

    Os Puritanos perderam, em certa medida, toda batalha pública em que lutaram. Aqueles que ficaram na Inglaterra não mudaram a igreja da Inglaterra como esperavam fazer, nem reavivaram mais do que uma minoria dos seus partidários e eventualmente foram conduzidos para fora do anglicanismo por meio de calculada pressão sobre suas consciências. Aqueles que atravessaram o Atlântico falharam em estabelecer Nova Jerusalém na Nova Inglaterra; durante os primeiros cinqüenta anos suas pequenas colônias mal sobreviveram, segurando-se por um fio. Mas a vitória moral e a espiritual que os Puritanos conquistaram permanecendo dóceis, pacíficos, pacientes, obedientes e esperançosos sob contínuas e aparentemente intoleráveis pressões e frustrações, dão-lhes lugar de alta honra no “hall” de fama dos crentes, onde Hebreus 11 é a primeira galeria. Foi desta constante experiência de forno que forjou-se sua maturidade, e sua sabedoria relativa ao discipulado foi refinada. George Whitefield, o evangelista, escreveu sobre eles como se segue:
    Ministros nunca escrevem ou pregam tão bem como quando debaixo da cruz; o Espírito de Cristo e de glória paira então sobre eles. Foi isto sem dúvida que fez dos Puritanos... as lâmpadas ardentes e brilhantes. Quando expulsos pelo sombrio Ato Bartolomeu (o Ato de Uniformidade de 1662) e removidos dos seus respectivos cargos para irem pregar em celeiros e nos campos, nas rodovias e sebes, eles escreveram e pregaram como homens de autoridade. Embora mortos, pelos seus escritos eles ainda falam; uma unção peculiar lhes atende nesta mesma hora... Estas palavras vêm do prefácio de uma reedição dos trabalhos de Bunyan que surgiu em 1767; mas a unção continua, a autoridade ainda é sentida, e a amadurecida sabedoria permanece empolgante, como todos os modernos leitores do Puritanismo cedo descobrem por si mesmos. Através do legado desta literatura, os Puritanos podem nos ajudar hoje na direção da maturidade que eles conheceram e que precisamos. De que maneiras podemos fazer isto? Deixe-me sugerir alguns pontos específicos. Primeiro, há lições para nós na integração das suas vidas diárias. Como seu cristianismo era totalmente abrangente, assim o seu viver era uma unidade. Hoje, chamaríamos o seu estilo de vida de “holístico”: toda conscientização, atividade e prazer, todo “emprego das criaturas” e desenvolvimento de poderes pessoais e criatividade, integravam- se na única finalidade de honrar a Deus, apreciando todos os seus dons e tomando tudo em “santidade ao Senhor’’. Para eles não havia disjunção entre o sagrado e o secular; toda a criação, até onde conheciam, era sagrada, e todas as atividades, de qualquer tipo, deviam ser santificadas, ou seja, feitas para a glória de Deus. Assim, no seu ardor elevado aos céus, os Puritanos tornaram- se homens e mulheres de ordem, sóbrios e simples, de oração, decididos, práticos. Viam a vida como um todo, integravam a contemplação com a ação, culto com trabalho, labor com descanso, amor a Deus com amor ao próximo e a si mesmo, a identidade pessoal com a social e um amplo espectro de responsabilidades relacionadas umas com as outras, de forma totalmente consciente e pensada.

    Nessa minuciosidade eram extremos, diga-se, muito mais rigorosos do que somos, mas ao misturar toda a variedade de deveres cristãos expostos na Escritura eram extremamente equilibrados. Viviam com “método” (diríamos, com uma regra de vida), planejando e dividindo seu tempo com cuidado, nem tanto para afastar as coisas ruins como para ter certeza de incluir todas as coisas boas e importantes — sabedoria necessária, tanto naquela época como agora, para pessoas ocupadas! Nós hoje que tendemos a viver vidas sem planejamento, ao acaso, em uma série de compartimentos incomunicantes e que, portanto, nos sentimos sufocados e distraídos a maior parte do tempo, poderíamos aprender muito com os Puritanos nesse ponto. Em segundo lugar, há lições para nós na qualidade de sua experiência espiritual. Na comunhão dos Puritanos com Deus, assim como Jesus era central, a Sagrada Escritura era suprema. Pela Escritura, como a Palavra de instrução de Deus sobre relacionamento divino-humano, buscavam viver, e aqui também eram conscienciosamente metódicos. Reconhecendo- se como criaturas de pensamento, afeição e vontade, e sabendo que o caminho de Deus até o coração (a vontade) é via cabeça humana (a mente), os Puritanos praticavam meditação, discursiva e sistemática, em toda a amplitude da verdade bíblica, conforme a viam aplicando- se a eles mesmos. A meditação Puritana na Escritura se modelava pelo sermão Puritano; na meditação o Puritano buscaria sondar e desafiar seu coração, guiar suas afeições para odiar o pecado, amar a justiça e encorajar a si mesmo com as promessas de Deus, assim como pregadores Puritanos o fariam do púlpito.

    Esta piedade racional, resoluta e apaixonada era consciente sem tomar- se obsessiva, dirigida pela lei sem cair no legalismo, e expressiva da liberdade cristã sem vergonhosos deslizes para a licenciosidade. Os Puritanos sabiam que a Escritura é a regra inalterada da santidade, e eles nunca se permitiram esquecer disto. Conhecendo também a desonestidade e a falsidade dos corações humanos decaídos, cultivavam humildade e auto-suspeita como atitudes constantes, examinando-se regularmente em busca dos pontos ocultos e males internos furtivos. Por isso não poderiam ser chamados de mórbidos ou introspectivos; pelo contrário, descobriram a disciplina do autoexame pela Escritura (não é o mesmo que introspecção, notemos), seguida da disciplina da confissão e do abandono do pecado e renovação da gratidão a Cristo pela sua misericórdia perdoadora como fonte de grande gozo e paz interiores. Hoje nós que sabemos à nossa custa que temos mentes não esclarecidas, afeições incontroladas e vontades instáveis no que se refere a servir a Deus e que freqüentemente nos vemos subjugados por um romanticismo emocional, irracional, disfarçado de superespiritualidade, nos beneficiaríamos muito do exemplo dos Puritanos neste ponto também. Em terceiro lugar, há lições para nós na sua paixão pela ação eficaz. Embora os Puritanos, como o resto da raça humana, tivessem seus sonhos do que poderiam e deveriam ser, não eram definitivamente o tipo de gente que denominaríamos “sonhadores”! Não tinham tempo para o ócio do preguiçoso ou da pessoa passiva que deixa para os outros o mudar o mundo. Foram homens de ação no modelo puro reformado — ativistas de cruzada sem qualquer autoconfiança; trabalhadores para Deus que dependiam sumamente de que Deus trabalhasse neles e através deles e que sempre davam a Deus a glória por qualquer coisa que faziam, e que em retrospecto lhes parecia correta; homens bem dotados que oravam com afinco para que Deus os capacitasse a usar seus poderes, não para a auto-exibição, mas para a glória dEle. Nenhum deles queria ser revolucionário na igreja ou no Estado, embora alguns relutantemente tenham-se tornado tal; todos eles, entretanto, desejavam ser agentes eficazes de mudança para Deus onde quer que se exigisse mudança. Assim Cromwell e seu exército fizeram longas e fortes orações antes de cada batalha, e pregadores pronunciaram extensas e fortes orações particulares sempre antes de se aventurarem no púlpito, e leigos proferiram longas e fortes orações antes de enfrentarem qualquer assunto de importância (casamento, negócios, investimentos maiores ou qualquer outra coisa).

    Hoje, porém, os cristãos ocidentais se vêem em geral sem paixão, passivos, e, teme-se, sem oração. Cultivando um sistema que envolve a piedade pessoal num casulo pietista, deixam os assuntos públicos seguirem seu próprio curso e nem esperam, nem, na maioria, buscam influenciar além do seu próprio círculo cristão. Enquanto os Puritanos oraram e lutaram por uma Inglaterra e uma Nova Inglaterra santas — sentindo que onde o privilégio é negligenciado e a infidelidade reina, o juízo nacional está sob ameaça — os cristãos modernos alegremente se acomodam com a convencional respeitabilidade social e, tendo feito assim, não olham além. Claro, é óbvio que a esta altura também os Puritanos têm muita coisa para nos ensinar. Em quarto lugar, há lições para nós no seu programa para a estabilidade da família. Não seria demais dizer que os Puritanos criaram a família cristã no mundo de língua inglesa. A ética Puritana do casamento consistia em primeiro se procurar um parceiro não por quem se fosse perdidamente apaixonado no momento, mas a quem se pudesse amar continuamente como seu melhor amigo por toda a vida e proceder com a ajuda de Deus a fazer exatamente isso. A ética Puritana de criação de filhos era treinar as crianças no caminho em que deveriam seguir, cuidar dos seus corpos e almas juntos e educá-los para a vida adulta sóbria, santa e socialmente útil. A ética Puritana da vida no lar baseava-se em manter a ordem, a cortesia e o culto em família. Boa vontade, paciência, consistência e uma atitude encorajadora eram vistas como as virtudes domésticas essenciais. Numa era de desconfortos rotineiros, medicina rudimentar sem anestésicos, freqüentes lutos (a maioria das famílias perdia tantos filhos quantos criava), uma média de longevidade um pouco abaixo dos trinta e dificuldade econômica para quase todos, salvo príncipes mercantes e pequenos proprietários fidalgos, a vida familiar era uma escola para o caráter em todos os sentidos.

    A fortaleza com que os Puritanos resistiam à bem conhecida tentação de aliviar a pressão do mundo através da violência no lar e lutavam para honrar a Deus apesar de tudo, merece grande elogio. Em casa os Puritanos mostravam-se maduros, aceitando as dificuldades e decepções realisticamente como vindas de Deus e recusando-se a desanimar ou amargurar- se com qualquer uma delas. Também era em casa, em primeira instância, que o leigo Puritano praticava o evangelismo e ministério. “Ele esforçou-se para tornar sua família numa igreja”, escreveu Geree, “.. .lutando para que os que nascessem nela, pudessem nascer novamente em Deus.” Numa era em que a vida em família tornou-se árida mesmo entre os cristãos, com cônjuges covardes tomando o curso da separação em vez do trabalho no seu relacionamento, e pais narcisistas estragando seus filhos materialmente enquanto os negligenciam espiritualmente, há, mais uma vez, muito o que se aprender com os caminhos bem diferentes dos Puritanos.

    Em quinto lugar, há lições para se aprender com o seu senso de valor humano. Crendo num grande Deus (o Deus da Escritura, não diminuído nem domesticado), eles ganharam um vívido senso da grandeza das questões morais, da eternidade e da alma humana. O sentimento de Hamlet “Que obra é o homem!” é um sentimento muito Puritano; a maravilha da individualidade humana era algo que sentiam pungentemente. Embora, sob a influência da sua herança medieval, que lhes dizia que o erro não tem direitos, não conseguissem em todos os casos respeitar aqueles que se diferenciavam deles publicamente, sua apreciação pela dignidade humana como criatura feita para ser amiga de Deus era intensa, e também o era seu senso da beleza e nobreza da santidade humana. Atualmente, no formigueiro urbano coletivo onde vive a maioria de nós, o senso da significação eterna individual se acha muito desgastado, e o espírito Puritano é neste ponto um corretivo do qual podemos nos beneficiar imensamente.
    Em sexto lugar, há lições para se aprender com o ideal de renovação da igreja com os Puritanos. Na verdade, “renovação” não era uma palavra que eles usavam; eles falavam apenas de “reformação” e “reforma”, palavras que sugerem às nossas mentes do século vinte uma preocupação que se limita ao aspecto exterior da ortodoxia, ordem, formas de culto e códigos disciplinares da igreja. Mas quando os Puritanos pregaram publicaram e oraram pela “reformação”, tinham em mente nada menos do que isso, mas de fato muito mais. Na página de título da edição original de The Reformed Pastor (traduzido para o português sob o título “O Pastor Aprovado” — PES) de Richard Baxter, a palavra “Reformado” foi impressa com um tipo de letra bem maior do que as outras; e não se precisa ler muito para descobrir que, para Baxter, um pastor “Reformado” não era alguém que fazia campanha pelo calvinismo, mas alguém cujo ministério como pregador, professor, catequista e modelo para o seu povo demonstrasse ser ele, como se diria, “reavivado” ou “renovado”.

    A essência deste tipo de “reforma” era um enriquecimento da compreensão da verdade de Deus, um despertar das afeições dirigidas a Deus, um aumento do ardor da devoção e mais amor, alegria e firmeza de objetivo cristão no chamado e na vida de cada um. Nesta mesma linha, o ideal para a igreja era que através de clérigos “reformados” cada congregação na sua totalidade viesse a tornar-se “reformada” — trazida, sim, pela graça de Deus a um estado que chamaríamos de reavivamento sem desordem, de forma a tornar-se verdadeira e completamente convertida, teologicamente ortodoxa e saudável, espiritualmente alerta e esperançosa, em termos de caráter, sábia e madura, eticamente empreendedora e obediente, humilde mas alegremente certa de sua salvação. Este era em geral o alvo que o ministério pastoral Puritano visava, tanto em paróquias inglesas quanto nas igrejas “reunidas” do tipo congregacional que se multiplicaram em meados do século dezessete. A preocupação dos Puritanos pelo despertamento espiritual em comunidades se nos escapa até certo ponto por seu institucionalismo. Tendemos a pensar no ardor de reavivamento como sempre impondo-se sobre a ordem estabelecida, enquanto os Puritanos visualizavam a “reforma” a nível congregacional vindo em estilo disciplinado através de pregação, catequismo e fiel trabalho espiritual da parte do pastor. O clericalismo, com sua supressão da iniciativa leiga, era sem dúvida uma limitação Puritana, que voltou-se contra eles quando o ciúme leigo finalmente veio à tona com o exército de Cromwell, no quacrismo e no vasto submundo sectarista dos tempos da Comunidade Britânica. O outro lado da moeda, porém, era a nobreza do perfil do pastor que os Puritanos desenvolveram — pregador do evangelho e professor da Bíblia, pastor e médico de almas, catequista e conselheiro, treinador e disciplinador, tudo em um só. Dos ideais e objetivos Puritanos para a vida da igreja, os quais eram inquestionável e permanentemente certos, e dos seus padrões para o clero, os quais eram desafiadora e inquisitivamente elevados, ainda há muito que os cristãos modernos podem e devem levar a sério. Estas são apenas algumas das maneiras mais óbvias como os Puritanos nos podem ajudar nestes dias. Em conclusão, elogiaria os capítulos do Professor Ryken [autor de Santos no Mundo], que estas observações introduzem, como uma detalhada apresentação da perspectiva Puritana. Tendo lido vastamente a recente erudição Puritana, ele sabe o que está dizendo. Ele sabe, como o sabem a maioria dos estudantes modernos, que o Puritanismo como uma atitude distinguidora começou com William Tyndale, contemporâneo de Lutero, uma geração antes de ser cunhada a palavra “Puritano”, e foi até o final do século dezessete, várias décadas depois que o termo “Puritano” havia caído do uso comum. Ele sabe que na formação do Puritanismo entrou o biblicismo reformador de Tyndale, a piedade de coração que rompeu a superfície com John Bradford, a paixão pela competência pastoral exemplificada por John Hooper, Edward Dering, e Richard Greenham, entre outros, a visão da Escritura como o “princípio regulador” de culto e ordem ministerial que incendiou Thomas Cartwright, o abrangente interesse ético que atingiu seu apogeu na monumental Christian Directory, de Richard Baxter, e a preocupação em popularizar e tomar prático, sem perder a profundidade, tão evidente em William Perkins e que tão poderosamente influenciou seus sucessores. O Dr. Ryken também sabe que, além de ser um movimento pela reforma da igreja, renovação pastoral, e reavivamento espiritual, o Puritanismo era uma visão de mundo, uma filosofia cristã total, em termos intelectuais, um medievalismo protestantizado e atualizado, e em termos de espiritualidade um tipo de monasticismo fora do claustro e dos votos monásticos. Sua apresentação da visão e do estilo de vida Puritanos é perspicaz e exata. Esta obra [Santos no Mundo] deveria conquistar novo respeito pelos Puritanos e criar um novo interesse em explorar a grande massa de literatura teológica e devocional que eles nos deixaram, para descobrir as profundidades da sua percepção bíblica e espiritual. Se tiver este efeito, eu pessoalmente, que devo mais aos escritos Puritanos do que a qualquer outra teologia que tenha lido, ficarei transbordante de alegria.
    Editora Fiel
    Jesus - A Simples Verdade

    sexta-feira, 8 de julho de 2011

    A Plano de Deus para a Agenda Gay




    John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.
    Se você tem visto os títulos de manchetes de jornais nos últimos anos, talvez tenha observado o incrível aumento do interesse por afirmar a homossexualidade.
    Quer esteja no âmago de um escândalo religioso, de corrupção política, de legislação radical e da redefinição do casamento, o interesse homossexual tem caracterizado a América. Isso é uma indicação do sucesso da agenda gay.
    Mas, infelizmente, quando as pessoas se recusam a reconhecer a pecaminosidade do homossexualismo — chamando o mal bem e o bem, mal (Is 5.20), elas o fazem em prejuízo de muitas almas e, talvez, de si mesmas. Como você deve reagir ao sucesso da agenda gay? ,
    Deve aceitar a tendência recente em direção à tolerância? Ou ficar ao lado daqueles que excluem os homossexuais e condenam com veemência o pecado? A Bíblia nos exorta a um equilíbrio entre o que as pessoas consideram duas reações opostas — condenação e compaixão. De fato, essas duas atitudes juntas são elementos essenciais do amor bíblico, do qual os homossexuais necessitam desesperadamente. Os defensores do homossexualismo têm sido notavelmente eficazes em promover suas interpretações distorcidas de passagens da Bíblia. Quando você pergunta a um homossexual o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — e muitos deles o sabem — percebe que eles absorveram um interpretação que não é somente distorcida, mas também completamente irracional. Os argumentos a favor dos homossexuais extraídos da Bíblia são nuvens de fumaça — à medida que nos aproximamos deles, vemos com clareza o que está por trás. Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28) Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13) Na época dos Profetas (Ez 16.46-50) Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 70-8) Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas — um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33). Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19-20). Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — jamais. Não importa o quanto você deseja ser compassivo para os homossexuais, o seu primeiro amor é ao Senhor e à exaltação da justiça dEle. Os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mt 19.4). Não se deixe intimidar pelos defensores do homossexualismo e por sua argumentação fútil — os argumentos deles não têm conteúdo. Os homossexuais e os que defendem esse pecado estão comprometidos fundamentalmente em transtornar a soberania de Cristo neste mundo. Mas a rebelião deles é inútil, visto que o Espírito Santo afirma: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10; cf. Gl 5.19-21). Então, qual a resposta de Deus à agenda homossexual? O julgamento certo e final. Afirmar qualquer outra coisa, além disso, é adulterar a verdade de Deus e enganar aqueles que estão em perigo. Quando você interage com homossexuais e seus simpatizantes, tem de afirmar a condenação bíblica. Você não está procurando lançar condenação sobre os homossexuais, está tentando trazer convicção, de modo que eles se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós, pecadores. E isso acontece por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Os homossexuais precisam de salvação. Não precisam de cura — o homossexualismo não é uma doença. Eles não carecem de terapia — o homossexualismo não é uma condição psicológica. Os homossexuais precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado. Não sei como aconteceu, mas algumas décadas atrás alguém rotulou os homossexuais com o incorreto vocábulo “gay”. Gay, no inglês, significava uma pessoa feliz, mas posso assegurar-lhe: os homossexuais não são pessoas felizes. Eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Esta é a razão por que Romanos 1.26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma — e o seu fim é a morte (Rm 7.5). Os homossexuais estão experimentando o juízo de Deus (Rm 1.24, 26, 28) e, por isso, são infelizes — muito, muito infelizes. 1 Coríntios 6 é bem claro a respeito das conseqüências eternas que sobrevirão àqueles que praticam a homossexualidade — mas existem boas-novas. Não importa o tipo de pecado, quer seja homossexualidade, quer seja outra prática, Deus oferece perdão, salvação e esperança da vida eterna àqueles que se arrependem e aceitam o evangelho. Depois de identificar os homossexuais como pessoas que não “herdarão o reino de Deus”, Paulo disse: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). O plano de Deus para muitos homossexuais é a salvação. Nos dias de Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais em minha igreja e em igrejas fiéis ao redor do mundo. Eles ainda lutam contra a tentação homossexual? Com certeza. Que crente não luta contra os pecados de sua vida anterior? Até o grande apóstolo Paulo reconheceu essa luta (Rm 7.14- 25). No entanto, ex-homossexuais assentam-se nos bancos de igrejas bíblicas em todo o mundo e louvam o Senhor, ao lado de ex-fornicadores, ex-idólatras, ex-adúlteros, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-beberrões, ex-injuriadores e ex-defraudadores. Lembrem-se: alguns de vocês eram assim. Qual deve ser a nossa resposta à agenda homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontála com a verdade das Escrituras, que condena a homossexualidade e promete castigo eterno para todos os que a praticam. Qual deve ser a nossa resposta ao homossexual? Oferecerlhe uma resposta bíblica — confrontá-lo com a verdade das Escrituras, que o condena como pecador e lhe mostra a esperança da salvação, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. Permaneçam fiéis ao Senhor, quando reagirem à homossexualidade, honrando a Palavra de Deus e deixando com Ele os resultados.
    Fonte Editora Fiel
    Jesus - A Simples Verdade