Jesus - a Simples Verdade

domingo, 2 de outubro de 2011

JESUS CRISTO: O TEMA DA BÍBLIA

A bíblia está repleta de Jesus Cristo. A maior parte das profecias bíblicas o trazem como tema, ele é a figura principal da Bíblia, Autor da Criação, Remidor dos nossos pecados, é aquele por meio de quem tudo se fez e por quem tudo subsiste, Senhor nos céus e na terra.

As escrituras registram vários eventos relacionados à pessoa de Jesus Cristo e ao seu ministério terreno. Desde o seu nascimento até a sua segunda vinda e seu reino, tudo foi predito do Gênesis até ao Apocalipse. Seria da raça humana, da semente da mulher (Gn 3.15), dentre essas raças uma seria escolhida para dela sair o libertador, que seria a raça de Sem (Gn 9.26). E dessa raça (descendência de Abraão), (Gn 12.3) seria escolhida uma tribo (Gn 49.10,110) e da descendência dessa tribo uma família, a de Davi (2Sm 7.16) e da descendência dessa família, uma virgem (Is 7.14). Para que isso acontecesse, Deus movimentou todos os povos, raças, governos e na plenitude dos tempos o cumpriu (Gl 4.4).

TEXTO BÍBLICO BÁSICO: (João 1.15,16,17 e 44,45).

“João testificou dele, e clamou dizendo: este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu”.

E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

E Filipe era de Betsaida, cidade de André e Pedro.

Filipe achou Natanael, e disse-lhe: havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: “Jesus de Nazaré, filho de José”.

EM GÊNESIS, ELE É O DESCENDENTE DA MULHER.

Foi no Éden que Deus prometeu à humanidade um libertador, um Salvador (Gn 3.15). A promessa foi repetida a Abraão (Gn 22.15 a 18) e a mesma promessa foi dada por intermédio de Jacó na hora da sua morte (Gn 49.10,11). Porém estudaremos acerca da promessa feita em Gênesis 3.15.

Este versículo nos apresenta duas sementes ou dois descendentes.

Semente da mulher: Jesus Cristo.

E a semente da serpente: o Antcristo.

Promessa da semente da mulher: Isaías 7.14.

Cumprimento da promessa ou nascimento dessa semente: Mt 2.1,2; Mt 1.18 a 25.

A serpente de Gênesis 3.15 é o diabo e Satanás. Veja Ap 12.9 e 20.1,2.

A semente da serpente de Gênesis 3.15 é o Anticristo. Veja 2Ts 2.1 a 9.

A semente da mulher fere a cabeça da serpente: Lucas 10.19,20.

EM ÊXODO, ELE É O CORDEIRO PASCOAL.

Êx 12.21 a 23. O Cordeiro de Ex 12 foi sacrificado para salvar da morte os primogênitos por meio do seu sangue, conforme o texto.

É um tipo idêntico de Cristo, que é o cordeiro de Deus, que foi sacrificado para salvação de muitos. Veja João 1.29, Ap 7.14, Ap 22.14.

OBS: Cristo é a verdadeira Páscoa: I Coríntios 5.7.

EM LEVÍTICO, ELE É O SACRIFÍCIO EXPIATÓRIO.

Lev 16.7 a 10, 21 a 23.

O bode emissário de levítico 16 é um tipo ou figura de Cristo, que levou sobre si os pecados de Israel ao deserto, como Cristo levou os nossos ao esquecimento de Deus.

Veja a semelhança: em Levítico 16.8, Aarão escolhe dois bodes e lança sorte sobre eles e em Mateus 27.15 a22, também foram postos Jesus Cristo e Barrabás à sorte para que o povo escolhesse um deles e escolheram Barrabás, entregando Cristo à morte.

Outra semelhança: o bode emissário leva sobre si todas as iniqüidades e transgressões de Israel ao deserto como Cristo levou as nossas. Veja Isaías 53.1 a 5; I Pedro 2.24.

EM NÚMEROS, ELE É A ROCHA FERIDA. NUM 24.17.

Números 20.7 a11 – A rocha que foi ferida simbolizava Jesus Cristo.

Veja I Coríntios 10.1 a 4.

Jesus Cristo (a Rocha) convida a beber dele: Jo 7.37.

A igreja e o Espírito Santo convidam a beber da água da vida, que é cristo: Ap 22.17.

EM DEUTERONÔMIO, ELE É O PROFETA.

Deuteronômio 18.15 a19.

O profeta de quem Moisés falou é Jesus Cristo. Veja Atos 3.19 a 26.

Jesus cristo era mesmo profeta. Veja Lucas 24.13 a 19 e João 4.1 a 19, Jo 9.17.

EM JOSUÉ, ELE É O CAPITÃO DOS EXÉRCITOS DO SENHOR.

Josué 5.13 a 15.

A primeira coisa que evidencia que o anjo que apareceu a Josué era Cristo é o fato de ele ter recebido adoração, o que os anjos não fazem. Veja Ap 22.8,9, nem homens também Atos 10.25,26.

Somente Cristo recebe adorações, tanto de homens como de anjos.

Veja Mateus 15.22 a 25; 28.9.16 e 17; Marcos 5.6; Hebreus 1.6; João 9,35 a 38.

Também o capitão dos exércitos do Senhor falou como Deus, fazendo exigência. Veja Êxodo 3.1 a5.

EM JUÍZES, ELE É O LIBERTADOR.

Em Juízes cap 13 ele veio anunciar liberdade. Leia todo o capítulo.

O versículo 18 demonstra o nome de Cristo. Leia Isaías 9.6

NAS CRÔNICAS, ELE É O REI PROMETIDO.

Em I Crônicas 17.11 a 15, vemos a promessa dum rei.

Em I crônicas 17.13, Deus refere-se a este rei prometido como sendo seu filho ele Deus seu pai e Deus nunca chamou a ninguém filho, se não seu filho Jesus Cristo. Leia Hebreus 1.5.

Lucas 1.33 fala acerca da confirmação do reino de Cristo para sempre como foi confirmado o reino do rei de I cr6onicas 17.11 a 15.

EM ESTER, ELE É O ADVOGADO.

No livro de Ester, Jesus Cristo não aparece claramente como nos demais livros, porém aparece na pessoa da rainha Éster e também na pessoa do Judeu Mardoqueu, segundo homem no reino do rei Assuero, que juntos, advogam a causa dos Judeus perante o rei, livrando-os das mãos do malvado Hamã, que intenta destruir os judeus.

No livro de Éster não se menciona nenhuma vez o nome de Deus, embora seja muito notória sua operação em favor do seu povo.

EM JÓ, ELE APARECE COMO NOSSO REDENTOR.

Jô 19.23 a 27 – 16-21.

NOS SALMOS, ELE APARECE DE VÁRIAS MANEIRAS:

No Salmo 2, ele aparece como:

Ungido: Sl 2.2

Rei: Sl 2.6; Mateus 21.5

Filho: Sl 2.7; Hebreus 1.5

No Salmo 22.1 a 19 ele aparece como sofredor.

No Salmo 45 ele aparece como Deus que ama a justiça e aborrece a impiedade: Salmo 45. 6,7; Hb 1.8,9

No Salmo 110, ele aparece como Senhor e Sacerdote eterno: Salmo110. 1 a 4; Hb 1.13; Atos 2.34 a 36. (sacerdote eterno Hb 6,20. ler por ultimo).

Mateus 22.41 a 45 comprova as palavras de Salmo 110.1 a 4.

EM PROVÉRBIOS, ELE É A SABEDORIA DE DEUS.

I Cor 1.24 e 30.

Provérbios cap. 8

Prov. 8,22 comprovado em João 1.1

Prov. 8.25 comprovado em Jô 15.7

Prov. 8.30 comprovado em João 1.2

Prov. 8.26 a 31 comprovado em João 17.5

EM CANTARES, ELE É O NOSSO AMADO.

O livro de Cantares é um livro simbólico. Retrata em todos os seus 8 capítulos o amor de Cristo pela igreja e o amor da igreja por Cristo. A pessoa de Jesus Cristo é bem notável neste livro em todos os seus capítulos, onde Jesus Cristo aparece como nosso Amado.

Cantares 1.13

Ler todo o capítulo 2.

A igreja à procura de Cristo: Cantares 3.1 a 5.

O capítulo 4 é uma declaração notável do amor do nosso esposo, que é Cristo, pela esposa, que é a igreja.

Ler todo o capítulo 5.

Ler capítulo 6.1 a 3.

EM ECLESIASTES, ELE É O ALVO VERDADEIRO.

Pela Palavra de Deus, nós sabemos que Jesus é a Sabedoria de Deus (I Cor. 1.24 e 30), e que esta sempre foi o Alvo de Salomão como vemos neste livro.

Salomão pede sabedoria: II Crônicas 1.7 a 12. Vemos aí que Salomão poderia ter escolhido muitas outras coisas, porém, o seu alvo foi sabedoria.

Em Eclesiastes, a sabedoria é o verdadeiro alvo de Salomão. Depois de ter Salomão observado tudo o que os homens fazem debaixo do sol e todas as obras, tanto de homens como de Deus, passou a contemplar a sabedoria: Eclesiastes 2.11 a 13.

Também a buscar a sabedoria: Eclesiastes 7.25

A exaltar a sabedoria: Eclesiastes 7.11 e 19

A conhecer a sabedoria: Eclesiastes 8.16

Percebeu que a sabedoria dá vida aos homens: Ecl 7.12 e que a sabedoria faz brilhar o rosto: Ecl 8.1

OBS: A SABEDORIA é pronunciada 30 vezes neste livro.

NOS PROFETAS, ELE É O MESSIAS PROMETIDO.

O nome Messias significa UNGIDO. Nos profetas o Messias, que é o ungido de Deus para a salvação dos povos, aparece muitas vezes e de várias maneiras com muitos títulos e nomes. Vejamos alguns:

Companheiro de Deus: Zc 13.7

Conselheiro, Deus Forte, Maravilhoso,

Pai da eternidade, Príncipe da paz Isaías 9.6

Emanuel: Isaías 7.14 Mateus 1.22.23

Eleito: Isaías 42.1 a 7

Pendão dos Povos: Isaías 11.10 Romanos 15.12

Governador dos Povos: Isaías 55.4

Homem de Dores: Isaías 53.3

Poderoso para Salvar: Isaías 63.1

Renovo de Justiça: Jeremias 33.15; Jeremias 23.5,6

Santo dos Santos: Daniel 9.24

O Desejado: Ageu 2.6,7

Renovo: Isaías 11.1 a 4; Isaías 4.2; Zacarias 3.8,9 e 10; Zacarias 6.12,13.

Senhor: Miquéias 5.2; Mateus 2.4.5.6.

Servo do Senhor: Isaías 52.13,14 e 15

Rei: Zacarias 9.9 cumprimento desta profecia: Mt 21.1 a 5.

PROFECIAS ACERCA DE CRISTO

A vida de Jesus Cristo foi uma vida singular, digna de toda observação e imitação!

Do ventre de sua mãe ao seu trono nos céus, os seus passos, as suas palavras e seus atos foram preditos com antecedência de séculos em alguns casos e em outros com antecedência de meses.

Ao longo das escrituras, podemos observar que cerca de 300 detalhes proféticos se cumpriram na pessoa de Jesus Cristo durante os 33 anos de sua existência terrena. Outros, porém, ultrapassaram o seu período de vida terrena. Vejamos Alguns:

Seria concebido no ventre de uma virgem.

Profetizado em: Isaías 7.14 / Cumpriu-se em Mateus 1.22,23

O local de seu nascimento seria Belém

Profetizado em: Miquéias 5.2 / Cumpriu-se em Mateus 2.4,5,6

Seu nome pessoal seria Jesus

Profetizado em: Lucas 1.31 / Cumpriu-se em: Lucas 2.21

Seria conhecido como Nazareno

Profetizado em: / Cumpriu-se em: Mateus 2.23

Seria visitado por embaixadores reais

Profetizado em: Salmo 72.10 / Cumpriu-se em: Mateus 2.1 a 12

Seria peregrino no Egito

Profetizado em: Oséias 11.1 / Cumpriu-se em Mateus 2.15

Sua fuga seria precedida pela morte de inocentes

Profetizado em: Jeremias 31.15 / Cumpriu-se em: Mateus 2.17,18

Seu ministério seria precedido por um precursor

Profetizado em: Isaías 40.3 / Cumpriu-se em João 1.19 a 23

Sua residência seria nos confins de Zebulom e Naftali

Profetizado em: Isaías 9.1 / Cumpriu-se em: Mateus 4.13,14,15

Seria um grande profeta

Profetizado em: Deuteronômio 18.18 / Cumpriu-se em: Atos 7.37

Seria um sacerdote

Profetizado em: Salmo 110.4 / Cumpriu-se em: Hebreus 5.10

Seria um rei ungido

Profetizado em: Salmo 2.6 / Cumpriu-se em João 18.37 e At 4.25,26

Como homem seria feito menor que os anjos

Profetizado em: Salmo 8.5 / Cumpriu-se em: Hebreus 2.9

Seria ungido para pregar

Profetizado em: Isaías 61.1 / Cumpriu-se em: Lucas 4.17,18,21

Seria ungido mais do que seus companheiros

Profetizado em: Salmo 45.7 / Cumpriu-se em: Hebreus 1.9

Ensinaria por meio de parábolas

Profetizado em: Salmo 78.2 / Cumpriu-se em: Mateus 13.34,35

Sua voz seria suave, não seria ouvida nas ruas nem nas praças

Profetizado em: Isaías 42.2 / Cumpriu-se em: Mateus 12.16 a 19

Seria reputado como um estranho para com seus irmãos

Profetizado em: Salmo 69.8 / Cumpriu-se em: João 7.5

Israel rejeitaria seus ensinos

Profetizado em: Isaías 6.9,10 / Cumpriu-se em: Mateus 13.13 a 15

Teria grandíssimo zelo pela casa do Senhor

Profetizado em: Salmo 69.9 / Cumpriu-se em: João 2.17

Levaria nossas enfermidades em seu corpo

Profetizado em: Isaías 53.4 / Cumpriu-se em: Mateus 8.14 a 17

Seria traído por um amigo

Profetizado em: Salmo 41.9 / Cumpriu-se em: João 13.18

Esse amigo o venderia por trinta moedas

Profetizado em: Zacarias 11.12 a 14 / Cumpriu-se em: Mt 27.9,10

Esse amigo se perderia

Profetizado em: Salmo 109.7,8 / Cumpriu-se em: João 17.12 e At 1.20

Seria ferido e suas ovelhas se dispersariam

Profetizado em: Zacarias 13.7 / Cumpriu-se em: Mt 26.31

Seus pés e mãos seriam transpassados

Profetizado em: Salmo 22.16 / Cumpriu-se em João 19.37

Seus vestidos seriam repartidos

Profetizado em: Salmo 22.18 / Cumpriu-se em: João 19.24

Seria contado como um malfeitor

Profetizado em: Isaías 53.12 / Cumpriu-se em: Marcos 15.28

Seria zombado na cruz

Profetizado em: 22.7,8 / Cumpriu-se em: Marcos em: Marcos 15.29

Sentiria sede na cruz

Profetizado em: Salmo 69.21 / Cumpriu-se em: João19.28,29

Seus ossos não seriam quebrados

Profetizado em: Salmo 2.17, 34.20 / Cumpriu-se em: João 19.36

Seu corpo seria sepultado por um homem rico

Profetizado em: Isaías 53.9 / Cumpriu-se em: Mt 27.57 a 60

Sua alma não ficaria no Hades

Profetizado em: Salmo 16.10 / Cumpriu-se em: Atos 2.31

Ascenderia ao céu

Profetizado em: Salmo 68.18 / Cumpriu-se em: Efésios 4.8

Assentar-se-ia no trono com o Pai

Profetizado em: Salmo 110.1 / Cumpriu-se em: Mt 22.44 e Heb 1.13

NOS EVANGELHOS, ELE JÁ É O SALVADOR DO MUNDO.

I João 4.13,14

Todos os livros da Bíblia fazem menção ao salvador prometido desde a antigüidade. Porém, os evangelhos registram com grande fidelidade, fatos importantíssimos acerca da pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: seu nascimento, sua infância, seu ministério terreno e por fim, sua morte redentora na cruz do calvário.

O capítulo 20, versículos 30 e 31 do Evangelho segundo S. João declara de forma inequívoca as finalidades para as quais os Evangelhos foram escritos, que são: levar aos homens o conhecimento do reino de Deus e a salvação bendita no nome de Jesus Cristo.

Vejamos algumas referências bíblicas que declaram Cristo como Salvador do mundo.

Mateus: 1.21

Marcos: 10.45

Lucas: 2.10,11

João: 3.16,17-4,42

NOS ATOS, ELE É O CRISTO RESSURRETO E PODEROSO.

O livro de Atos está cheio de muitas e infalíveis provas acerca de Jesus Cristo Ressurreto e poderoso. A passagem de Atos 1.3 afirma que Jesus Cristo, depois de ter padecido a morte, apresentou-se vivo, o que prova cabalmente que ressuscitou. Leia AOTS 1.3.

Na passagem de Atos 1.5 a 8, Jesus Cristo, ressuscitado e cheio de poder fez a promessa de repartir conosco o seu poder, dando-nos a virtude do Espírito Santo. Leia ATOS 1.5 a 8.

Também Atos 2.22 a 24 nos mostra um Cristo ressurreto e poderoso.

Atos 10.40 a 43 nos mostra um Cristo, que depois de vencer a morte, apresentou-se vivo e com poder suficiente para julgar vivos e mortos e também para perdoar pecado. Atos 10.40 a 43.

Outra prova da poderosa ressurreição de Cristo está em: Atos 13.29 a 32.

Depois de ressuscitado e de provada a sua ressurreição, Jesus Cristo foi recebido no céu à destra de Deus. Atos 1.9 a 11.

NAS EPÍSTOLAS, ELE É O CABAÇA DA IGREJA.

As Epistólas são uma constante exaltação ao nome do Senhor Jesus Cristo. De todas as formas o apontam como Salvador do corpo e cabeça da igreja. Efésios: 1.22 / 4.13 a 16 / 5.22,23.

Colossenses: 1.16 a 19 / 2.18,19.

I coríntios: 11.3 para complementar Mateus 21.42.

NO APOCALIPSE, ELE É O ALFA E O ÔMEGA. E O CRISTO QUE VOLTA PARA REINAR.

O Alfa e o Ômega: Ap. 1.8 / 21.5,6,7 / 22.13

O Cristo que volta para reinar: Ap. 1.7 / 3.11 / 22.7 / 22.12,20

A chave desse livro encontra-se no versículo inicial: Revelação de Jesus Cristo.

O propósito deste livro consiste em revelar o Senhor Jesus Cristo como o Redentor do mal.

A estrutura do Apocalipse fundamenta-se em quatro grandes visões, cada uma delas iniciada pela frase “em espírito”:

A primeira delas encontra-se em Ap 1.10 a seguir.

A seguida encontra-se em Ap 4.2 a seguir.

A terceira encontra-se em Ap 17.3 a seguir.

A quarta e última encontra-se em Ap 21.10, e contém um aspecto da pessoa de Jesus Cristo em sua capacidade de julgar o mundo, e revela também o senhor Jesus Cristo como O centro de tudo, do principio e do fim de todas as coisas, como o Alfa e o Ômega e finda-se com uma séria advertência que desperta a nossa atenção para a vigilância e obediência à sua palavra.

O MILÊNIO

HAVERÁ UM REINO TERRENO, MAS TRANSITÓRIO

(Apocalipse 20.1 a 6)

Este reinado será de Cristo com os salvos e dar-se-á no período entre a primeira e a última ressurreição: será o reino do milênio.

Apocalipse 20.6 diz:

“Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre esses não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos”.

A primeira ressurreição da qual fala Ap. 20.6, é a ressurreição dos santos, dos que morreram em Cristo e se dará junto com o arrebatamento da igreja; Veja I Tess. 4.16,17.

A segunda ressurreição se dará antes do milênio; Veja Ap. 20.5. será a ressurreição dos ímpios para o juízo final, o grande julgamento do trono branco: Ap. 20.11 a 15. Por isso diz a Bíblia: “Bem-aventurado o santo que tem parte na primeira ressurreição”.

É indispensável destacar, porém, que este reinado será passageiro aqui na terra; terá começo e terá fim – não eterno: só por mil anos, visto que esta terra será destruída e passará: Ap. 21.1.

Quando se iniciar o reino do milênio, Satanás será aprisionado por mil anos para que não mais engane as nações: Ap. 20.1 a 13.

Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a seduzir as nações: Ap. 20.7,8.

A finalidade deste reino passageiro será a manifestação da majestade de Cristo, seu poder, seu domínio sobre tudo e todos. Os ímpios verão os salvos reinando com Cristo e lamentarão a sua incredulidade e chorarão o seu desprezo a Cristo, ao seu povo e à sua mensagem. Eles verão a vitória de Cristo e de sua igreja.

“e então virá o fim, quando Cristo entregar o reino ao Deus o Pai, quando houver destruído todo o principado, toda a potestade e poder, porque convém que ele reine até que haja posto os seus inimigos debaixo dos seus pés”. I Coríntios 15.24,25.

O Diabo, o Usurpador, será derrotado, mas num ato de desespero diante da derrota que se aproxima, levará os ímpios a combaterem cristo numa batalha decisiva e final: Ap. 20.7 a10. Contudo descerá fogo do céu e consumirá os inimigos do Senhor.

Após isso acontecerá o juízo final: Ap. 20.11 a 15. Então veremos surgir o “Novo céu e Nova terra”, a Jerusalém Celestial – que descerá dos céus: Ap. 21.1,2. Nessa Nova Jerusalém o reino será eterno.

A finalidade desse estudo é exaltar Jesus cristo como Senhor único e mostrar a tantos quantos venham a ouví-lo que Jesus Cristo é o centro da Bíblia e que deve ser também o centro da nossa vida, aquele para quem a nossa fé esteja sempre voltada com coração sincero e espírito pronto.

Porque por ele, Jesus Cristo, alcançamos e remissão de pecados, porque também sobre ele estiveram os nossos pecados e transgressões.

E quando ele agonizava, nós nos alegrávamos, enquanto ele sofria em nós repousava paz de espírito e quando morreu por nós foi-nos concedida vida e vida em abundância. Por isso Deus o fez Senhor de tudo e centro de tudo, a quem seja dada, pois, Honra, Glória, Majestade, Poder e Ações de Graças para todo o sempre AMEM.

Por Luiz Antonio de Oliveira,

Jesus A Simples Verdade

sábado, 1 de outubro de 2011

Descoberto túmulo de São Filipe, apóstolo de Jesus


Um túmulo, que se crê ser de São Filipe, um dos 12 apóstolos, foi descoberto na cidade de Hierapolis, na Turquia.

Segundo a agência turca Anadolu, o professor italiano Francesco D'Andria, em comando da exploração, disse que arqueologistas encontraram o túmulo da figura bíblica, um dos 12 discípulos de Jesus, enquanto trabalhavam nas ruínas de uma Igreja recém descoberta.

"Há anos que procuramos o túmulo do apóstolo Filipe", disse o professor à agência. "Finalmente encontrámo-lo nas ruínas de uma Igreja, que começamos a explorar há um mês". A estrutura do túmulo e os dizeres escritos nas paredes provam que ele pertence a São Filipe. O professor disse ainda que os arqueólogos trabalhavam há anos com a esperança de encontrar o túmulo, e que esperam que este tenha um destino privilegiado para exposição.

São Filipe, reconhecido como um dos mártires do cristianismo, deve ter morrido em Hierapolis, segundo cientístas, por volta de 80 Dc. Acredita-se que tenha sido crucificado de cabeça para baixo, ou decapitado. O nome Hierapolis significa "cidade sagrada".

Fonte DN Globo

Jesus - A Simples Verdade

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um recado aos Pregadores


Se analisarmos o ministério de Jesus em termos de números, podemos dizer que ele não era tão bem-sucedido quanto alguns pregadores modernos da teologia da prosperidade.

Multidões apertavam Jesus para ouví-lo, mas isso foi por pouco tempo pois Jesus não queria construir um império.

O problema é que os pregadores atuais desejam uma grande igreja, desejam pregar para multidões, desejam ser conhecidos, pregar na televisão, na rádio, na internet.

E medem o sucesso de seu ministério por números. Se pensarmos desta maneira, o maior pregador de todos os tempos foi Adolph Hitler que por sua pregação triunfalista conseguiu dominar um país.

Jesus investiu em pessoas. O tempo todo visava ensinar seus discípulos e por isso temos o cristianismo hoje, 2000 anos depois.

Qual é o seu foco? Qual é o seu objetivo? Sua pregação pode levar que as pessoas o aplaudam de pé, mas isso não significa que suas vidas sejam transformadas e nem que eles possuem fé em seus corações.

Tudo isso passa. Impérios construídos assim acabam quando o “imperador“ morre.

Uma pregação que leva em conta apenas o sucesso do pregador não é uma pregação cristã. É um discurso que coloca o homem no centro e não tem nada de Deus. Se você tem ouvido pregadores que se colocam como super-heróis da fé, fuja deles pois no cristianismo existe apenas um que é herói e somente nEle podemos ter vitória: Jesus. Se você não chora pelas almas você não está apto para pregar.

Se você tem pregado centralizado em números, dinheiro, prestígio, você não tem nada de bíblico. Se espera tapinhas nas costas e aplausos, fuja deste ministério pois trará maldição para sua vida.

Se seu foco é gritar para fazer as pessoas gritarem, se fica dizendo receba, dizendo que Deus vai abençoar e que vão vencer sem sequer saber do que realmente precisam, você está bem longe de ser um pregador do evangelho.

Se sua pregação não te faz sofrer, se não chora ao prepará-la, se você não sua frio ao subir ao púlpito por saber que existem pessoas indo para o inferno, que existem muitas pessoas que tem necessidades espirituais que você sequer sabe e que somente Deus sobrenaturalmente pode usar sua vida, se seu coração não arde em chamas de amor por essas pessoas, você não deve voltar a pregar para o bem de sua alma.

Se você acha que é o cara pregando, caia de joelhos. Seu sentimento deve ser de impotência e clamando por misericórdia para que Deus fale e não você.

Se você é um pregador de si mesmo, dobre seus joelhos e volte-se para o Soberano Deus para que Ele te dê unção para pregar aquilo que Ele deseja, ainda que isso te leve a cadeias, perseguição ou morte. Porém, somente desta maneira você será bem-sucedido em seu ministério.


Jesus - A Simples Verdade

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fé e obras – A fé anula a Lei?

NTRODUÇÃO

Tiago 2:24 “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.”

Muitas são as interpretações dadas aos argumentos que Tiago utiliza em sua epístola na seção que vai do versículo quatorze ao vinte e seis do capítulo dois. A primeira vista, nota-se uma aparente contradição entre os ensinos paulinos e os que são aqui apresentados, porém é fato aceito por toda a cristandade que a Bíblia não apresenta contradições, por isso nesta pesquisa vão ser analisados os argumento de Tiago de forma sequencial, levando-se em consideração as regras gramaticais gregas e as interpretações dadas por diversos comentaristas, mas tendo como regra hermenêutica principal a de que a Bíblia interpreta a própria Bíblia, com o objetivo de entender a relação que as obras com a fé e qual o seu papel no plano da salvação.

Contextualização

A epístola de Tiago não possui data fixada, supõe-se que foi escrita por volta do ano 62 A. D. Outra suposição fixa a data entre 66–70 A. D.

O provável local de composição é Jerusalém, pois a epístola apresenta aspectos que demonstram a familiarização do autor com esta região: vida beira–mar, abundância de azeite, vinho e figos, sal e fontes amargosas. Além disso, há alusão a chuvas de estio. Isso indica à região da Palestina.

No tempo da epístola o cristianismo estava se tornando para alguns, um meio de sentimento e apenas emoções. A fé viva demonstrada na prática de uma religião de atos de amor estava se esvaindo. O cristianismo desfigurou-se, tornando-se matéria de sentimentos e de afirmações que se tornaram mero assentimento intelectual. A epístola começa com a declaração de: “Tiago servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo…”, parece pouco para que se faça uma identificação imediata de quem realmente é o autor do livro. Isso realmente pode ser considerado um problema, vários comentaristas, dentre eles R. N. Champlin, consideram Tiago, um dos livros mais problemáticos do Novo Testamento (NT), principalmente no que diz respeito a sua autoria. Para Douglas J. Moo no NT há pelo menos quatro homens chamados “Tiago”, os quais seriam autores potenciais da epístola. Já para Barclay, existe um quinto indivíduo que pode ser considerado autor do livro, para ele Tiago é correspondente a Jacó no Velho Testamento (VT). Jacó que tem no NT sua forma helenizada do hebraico Iakob, como Iakobos.

Bem, os possíveis autores podem ser: a) o pai de Judas, não o Iscariotes, b) um dos discípulos, filho de um homem chamado Alfeu, c) Tiago menor de Mc 15:40, sabe-se pouco sobre ele, d) o irmão de João filho de Zebedeu, e) o conhecido em Gl 1:19 como “irmão do Senhor”. Dentre todos, dois se destacam como os mais prováveis: o filho de Zebedeu e o irmão do Senhor. Agora segundo At 12:2, Tiago filho de Zebedeu morreu moribundo em 44 A. D. isso torna remota a possibilidade deste ser o autor da epístola. Então tudo indica Tiago irmão do Senhor como o Tiago do Livro.

Audiência

Ainda no verso um do capítulo primeiro, “…às doze tribos da dispersão: saudações!”, pode-se avaliar a quem está sendo dirigida a epístola. A palavra dispersão dá a entender que se trata de cristãos de origem judaica, os quais tinham a fé como resultado de uma obra que torna o homem perfeito, explicitado mais tarde no capítulo dois versos quatorze à vinte e seis.

Tiago, aparentemente enfrentou uma situação onde as pessoas professavam fé em Cristo e participavam da comunidade cristã, mas não percebiam as vastas implicações morais e éticas de tal envolvimento.

Vários dos cristãos a quem Tiago escreveu haviam feito algum progresso na carreira cristã, porém não estavam lutando com suficiente dedicação para alcançar os ideais da fé em Cristo, tais como: perseverança nas provações, determinação na perspectiva cristã, a igualdade entre as pessoas, a responsabilidade econômica e o planejamento da vida pessoal centralizado em Deus.

Tiago enfrentava o problema do intelectualismo, pessoas que tinham uma fé somente de cunho teórico. Defendiam que a fé, sem obras, é suficiente.

Também pode-se verificar que esses crentes judeus eram pessoas pobres
(Tg 5:4-6; 2:6, 7) que estavam sendo oprimidos por ricos.

Quando Tiago se dirige a seus leitores como “irmãos”, ele está dizendo que seus discurso tem como alvo membros da comunidade cristã e que os assuntos tratados são de natureza interna da igreja.

Agora Tiago pode também ser endereçados aos cristãos de todas as épocas, pois trata de assuntos que ele mesmo achava que deveriam ser a maior preocupação de todos os crentes; por isso, Tiago incluía entre as epístolas “católicas”, que tem um sentido de universalidade.

CAPÍTULO I

A FÉ QUE SALVA

“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.” (Tg 2:14-17).

Que proveito há? (ti ofelov; ) .Tiago inicia seu discurso dirigindo-se a seus irmãos com uma questão retórica, que quase sempre denota impaciência. Esta impaciência é presumível devido ao zelo de Tiago em manter a unidade doutrinária da Igreja. A partir desta parte da epístola Tiago pretende responder algumas perguntas levantadas por pessoas da igreja que diziam ter fé, mas recusavam fazer as coisas que ele achava que um crente deveria fazer, isto provavelmente suscitava uma certa impaciência por parte dele. também era uma expressão comum no estilo vivaz de uma diatribe ” moral, que geralmente exigia uma resposta negativa. Tiago
pergunta – “Se um homem diz que tem fé mas não tem obras pode esta fé salvá-lo”? . Esta pergunta se dirige a uma pessoa ou grupo de pessoas que defendem uma visão de “fé somente”, uma fé que não se empenha nas obras cristãs e que pode existir alheias a elas, esses não fazem questão de praticar tais obras, pois crêem que elas não influem em sua salvação. O escritor porém tem uma visão de que a fé não pode sobreviver sem as obras na vida de um cristão ativo que tem em seu interior a manifestação do Espírito Santo. As obras a que se refere são obras como atos de amor e misericórdia praticadas pelos cristãos em cumprimento da lei de Deus (2:8-13), que tem por sua vez o objetivo de exteriorizar e aprimorar o relacionamento entre o
homem convertido e o Deus salvador.

Ao contrário do que parece ao se ler rapidamente este versículo, o autor não se refere a fé de uma maneira genérica, dizendo assim que o homem não se salva somente pela fé, mas ele condena especificamente a fé de seus opositores e assim diz “Pode, porventura essa fé salvá-lo”?

A palavra salvar deve se referir neste contexto ao juízo final, e não a uma experiência passada, isto estaria de acordo com o sentido geralmente demonstrado por esse termo (ver Mt 24:13; Rm 5:9).

Para reforçar suas argumentações Tiago apresenta uma série de ilustrações, sendo que primeiramente apresenta uma situação provavelmente hipotética. Esta ilustração expõe a insensatez da fé sem obras revelando a situação de alguns cristãos primitivos e a reação inadequada de alguns de seus irmãos. Os opositores de Tiago desejavam que os irmãos necessitados passassem bem, e até oravam por eles. O “aquentai-vos e fartai-vos” dá a entender que diziam: “que Deus vos aquente e vos farte”. Porém isto não os levava a lhes dar “as coisas necessárias ao corpo” de seus irmãos, e essa recusa para avançar tornava imprestável a sua simpatia e sua oração. Tiago entendia que ser cristão era realizar boas obras.

Tiago conclui dizendo: Se não tem obras em si mesmo (de acordo com si mesmo), está interiormente e exteriormente morto (?????). Essa é a mesma linguagem usada em At 28:16; Rm 14:22. Em suma, a fé desses opositores é uma fé morta.

CAPÍTULO II

A FÉ SEM OBRAS É ESTÉRIL

“Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem”. (Tg 2:18-20).

No versículo 18 são apresentados dois opositores hipotéticos que estão envolvidos na discussão: um é “tu” e o outro é “eu”. A primeira pessoa é aparentemente cristã, e pretende salvar-se somente pela sua fé; a Segunda, aparentemente um cristão, talvez de origem judia, quer se salvar por suas próprias obras.

{Mas, alguém dirá} Tiago introduz um acusador imaginário que fala uma oração: “Tu tens fé e eu tenho obras “. Então Tiago responde a este acusador. O acusador pode ser considerado como fazendo uma pergunta pequena: ” Tu tens fé “? Naquele caso Tiago responde: ” Eu também ” tenho obras. {me mostre tua fé aparte das obras}. Esta é a resposta de Tiago ao acusador. {E eu por minhas obras vou te mostrar minha fé}. Isto não é fé _ou_ obras, mas prova de real fé (fé viva _vs_. fé morta). A mera profissão de fé sem obras ou profissão de fé mostradas para ser viva através de obras. Esta é claramente a alternativa declarada. Note (fé) em ambos os casos. Tiago não está aqui discutindo ” obras ” (obras cerimoniais) como um meio de salvação como Paulo em Ga 3; Rm 4, mas obras como prova de fé.

No versículo 19 é citado um exemplo de fé sem obras que se relaciona com a primeira parte da resposta de Tiago: “Mostra-me a tua fé sem obras”. A fé sem obras existe, mas não entre os crentes, e sim entre os demônios. Isso demonstra claramente que a fé à qual Tiago está se referindo está muito aquém da fé que ele Paulo proclamavam. Aqui ele mostra que este tipo de fé vazia não passa de informação sobre Deus, tal qual a dos demônios, e que ela conduz a nada mais do que um temor abjeto diante de Deus.

CAPÍTULO III

OS ARGUMENTOS VETEROTESTAMENTÁRIOS

“Mas queres saber, ó homem vão, que a fé sem as obras é estéril? Porventura não foi pelas obras que nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar seu filho Isaque? Vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada; e se cumpriu a escritura que diz: E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus. Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé. E de igual modo não foi a meretriz Raabe também justificada pelas obras, quando acolheu os espias, e os fez sair por outro caminho”? Tg 2:25.

No versículo 20 Tiago introduz uma nova fase em sua resposta há declaração de que a fé pode existir sem as obras correspondentes. Agora ele irá mostrar, a partir do AT, que a fé real sempre é acompanhada de obras e que esta “fé operante” leva à aceitação perante Deus.

“Justificado através de obras”. Esta é a frase que é usada freqüentemente para ser horizontalmente oposta à declaração de Paulo em Rm 4:1-5, onde Paulo afirma que foi a fé de Abraão (Rm 4:9) o instrumento pelo qual lhe foi imputado a justiça, não as obras dele. Mas Paulo está falando sobre a fé de Abraão antes da circuncisão dele (4:10) como a base da sua justificação com Deus que é simbolizada pela fé na circuncisão. Tiago também deixa claro o seu significado. Nisso ele ofereceu Isaque o seu filho no altar. Eles usam as mesmas palavras, mas estão falando de atos diferentes. Tiago aponta ao oferecimento de Isaque no altar (Gn 22:16) como prova da fé que Abraão já teve. Paulo discute a fé de Abraão como a base da justificação dele, dele e não sua circuncisão. Não há nenhuma contradição entre Tiago e Paulo. Ninguém está respondendo o outro.

Tiago afirma que Abraão praticou obras e que aquelas obras foram usadas como critério no julgamento final de Deus sobre a vida de Abraão. Ele pressupõe que Abraão tinha fé e que aquela fé foi um elemento básico em sua aceitação por parte de Deus (vv. 22-23). Mas ele enfatiza que a vida de alguém que tenha sido aceito por Deus precisa revelar o fruto desse relacionamento, através de boas obras. Paulo se concentra naquilo que precede e torna possível estas obras.

Paulo quer deixar claro que uma pessoa entra no reino de Deus somente pela fé; Tiago insiste em dizer que Deus exige as obras daqueles que estão dentro.

Tiago constantemente bate nesta tecla enfatizando que o cristianismo exige tanto fé quanto obras. Ele enfrentou uma situação em que as pessoas diziam ter fé sem obras, e desafiavam estas últimas. Paulo enfrentou uma situação em que os homens enfatizavam o valor das obras sem uma ênfase na fé. Ambas as ênfases precisam ser exercidas.

Tiago relata ainda outro episódio veterotestamentário para reforçar seus argumentos, de forma resumida ele relata a atitude de fé de Raabe em receber e guardar os espias de Israel, suas obras demonstraram a abrangência da sua fé. Tanto ela quanto Abraão demonstraram uma completa despreocupação com sua própria segurança e comodidade aceitaram os desígnios divinos. Tiago mostrou que o mais venerável entre os fiéis e a mais desapreciada entre os gentios encontraram igualmente sua justificação através de uma fé atuante.

CAPÍTULO IV

A FÉ SEM OBRAS É MORTA

“Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2:26).

Assim Tiago conclui este capítulo, reafirmando o seu tema central: a fé sem obras é morta. Afirmando que do mesmo modo que o corpo sem sua respiração não passa de um cadáver, assim também a fé, sem as obras que lhe dão vitalidade, é morta. Esta conclusão reafirma a preocupação de Tiago que se refere ao tipo certo de fé que um cristão deve ter, uma fé operante. A partir deste pressuposto vê-se que sem este tipo de fé, o cristianismo torna-se uma ortodoxia estéril e perde todo o direito de ser chamado fé.

CONCLUSÃO

Como foi visto anteriormente na análise de Tg 2:14-26, Tiago se mostrou incomodado com uma atitude da fé de quem a vê principalmente como uma confissão verbal, tal como a confissão de que Deus é um só (v.19). esta demonstrou-se ser uma fé sem obras (vv. 20, 26), e Tiago a considerou morta (vv.17, 26), inoperante (v.20); ela não tem poder para salvar (v.14) ou justificar (v.24). Tiago pressupõe a necessidade da fé. Ele afirmou possuir fé (v.18). Mas a fé que ele possui, “fé real”, é acompanhada de obras (vv. 14-17), “consumada” por elas (v. 22) e opera “juntamente com suas obras” (v.22). É o tipo de fé demonstrado por Abrão, reverenciado “pai da fé” (vv. 21-23), e Raabe, a rejeitada imoral (v.25). É absolutamente vital compreendermos que o principal ponto deste argumento, que foi expresso três vezes (nos vv. 17, 20 e 26), não é que as obras devem ser acrescentadas à fé, mas que a fé genuína as inclui; esta é a sua própria natureza.

A importância de Tiago para o cristianismo contemporâneo não deixa margem a dúvidas. O cristianismo realmente não existe quando crenças corretas ou declarações de fé são de tal interesse que possam ser substituídas por obrigações morais. A fé que não leva a uma ação moral e a um envolvimento cristão demonstra o seu próprio caráter como inútil. A fé demonstra a sua existência na obediência.

BIBLIOGRAFIA

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Fonte: Jesus Voltará

Jesus - A Simples Verdade

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Outro Jesus, outro espírito e outro evangelho




2 CO 11.1-4; 28,29

“Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (2Co 11.4 – Revista e Corrigida)

Em 2Co 11.1-4, 28, 29 Paulo expressa o seu zelo, o seu cuidado e a sua preocupação não só com a Igreja de Corinto, mas com todas as igrejas.

Os crentes de Corinto era um rebanho extremamente trabalhoso, complicado e complexo. Dentre as igrejas da época, Corinto foi a que mais recebeu da parte de Paulo cuidado, visitas e conselhos pastorais. Por outro lado, a igreja de Corinto foi o rebanho que mais lhe fez sofrer. Apesar disso, Paulo se mostra aqui zeloso, cuidadoso e preocupado.

Em 11.2a Paulo ressalta o seu zelo pela igreja de Corinto; assume a posição de um pai que vela pela pureza da filha até o dia do casamento. Ele se coloca como alguém que compartilha o zelo de Deus pelo seu povo.

Em 11.3 Paulo destaca o receio e o temor do seu coração. Ele teme que as mentes dos Coríntios sejam desviadas e corrompidas por falsos ensinos.

Em 11.4 Paulo se mostra preocupado porque a igreja de Corinto estava aceitando que falsos apóstolos ensinassem e introduzissem na igreja um outro
Jesus, um outro espírito e um outro evangelho.

Quando lemos esse texto temos a impressão que Paulo está escrevendo para hoje! De sorte que, as suas preocupações com a igreja de Corinto, devem ser as nossas preocupações pastorais hoje.
Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…

1. Outro Jesus (v.4a)

Hoje, na tentativa de atrair pessoas para igreja, tem-se proclamado um outro Jesus.

* O Jesus triunfalista  O Jesus dos milagres, das maravilhas e das coisas espetaculares. O Jesus apenas de glória e poder; que transforma homens em superhomens; que transforma crentes em supercrentes; que muda a tua vida e te transforma em um ser imune às dores, aos sofrimentos e às tragédias da vida.

* O Jesus Curandeiro  Amados, Jesus cura, mas curar não foi a cerne do seu ministério; não foi a razão primordial de sua vinda; não foi o tema central da sua pregação. Suas curas atraíam pessoas de todas as partes. Porém, ele não fazia “estardalhaços”; não fazia propagandas para atrair um público ávido por sinais; não fazia delas “estratégia de marcketing”.

Em nossos dias, pessoas têm sido atraídas por causa de uma “propaganda barata” do Jesus curandeiro. Pessoas têm vindo a Jesus meramente em busca de uma libertação dos males do corpo.

* O Jesus Papai Noel  O bom velhinho, sempre pronto a dar e a presentear. Essa concepção de Jesus tem gerado crentes sempre dispostos a receberem e a serem servidos, mas pouco dispostos a darem e a servirem.

* O Jesus Banco Central  O solucionador dos problemas financeiros. O Jesus Banco Central dos nossos dias tem atraído às igrejas desde o cidadão mais simples ao empresário “quebrado”, à beira da falência.
E a pergunta que deve-se fazer é: onde foi parar o Jesus da Bíblia? Qual o destino do Jesus crucificado? …do Cristo da Cruz?…do Jesus humilhado, perseguido e sofredor?

Precisamos trazer de volta para a Igreja, para os nossos púlpitos, para as nossas pregações o Cristo crucificado.

As pessoas precisam ser atraídas não pelo Jesus triunfalista; não pelo Jesus curandeiro; não pelo Jesus papai Noel; não pelo Jesus Banco Central; mas, pelo
Jesus crucificado, o poder de Deus para a salvação.

As pessoas precisam ser atraídas pela convicção de pecado, de condenação eterna, de necessidade de arrependimento, de necessidade de abandono de pecado, e por entender que a salvação é-nos concedida, não por um outro Jesus, mas pelo crucificado.

Em 1 Co 2.2 Paulo disse:

“Porque decidi nada saber entre vós senão a Jesus Cristo e este crucificado”.

Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…

2. Outro espírito (v.4b)

Quando os Coríntios aceitaram Cristo mediante a pregação de Paulo, Deus lhes deu o Espírito Santo.

Mas, agora, falsos apóstolos estavam introduzindo e fomentando na igreja um outro espírito.

* Espírito arrogante  Um espírito que menospreza os demais e se acha o tal; o super espiritual; o portador de uma espiritualidade elevada.

* Espírito de vanglória  Um espírito que leva pessoas a se gabarem pelos dons recebidos e pelas realizações em nome de Deus.

* Espírito de rebeldia e discórdia  Um espírito que causa divisões, facções e partidarismo no meio da igreja.

* Espírito escravizador  Um espírito que leva alguns a exercerem domínio sobre outros pelo medo do que lhes poderá acontecer se não prestar obediência irrestrita.

À semelhança de Corinto, quantas igrejas hoje não têm abraçado outro espírito?!?! Se o espírito que supostamente atua em nós produz arrogância, rebeldia, discórdia, vanglória e escraviza as pessoas, precisamos avaliar que espírito é esse!

O Espírito de Deus gera humildade, submissão, unidade, amor, paz, harmonia, serviço mútuo e liberdade, poder para testemunhar, comunhão, partilha de pão, e preocupação com o necessitado.

Nesse texto, Paulo, se mostra preocupado porque a igreja estava abandonando o Espírito de Deus e aceitando outro espírito.
Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…

3. Outro evangelho (v.4c)

O evangelho apresentado por Paulo em Corinto era o evangelho da graça, do arrependimento do pecado, da cruz, do compromisso abnegado com o Cristo.
Mas, os Coríntios estavam abraçando uma nova visão do evangelho, um outro evangelho.

Parece que Paulo estava escrevendo para a igreja brasileira no sec. XXI.
O que preocupava aquela época, é a mesma coisa que preocupa que incomoda os pastores zelosos dos nossos dias.

* Evangelho a 1,99 – (Pr. Lourenço Stelio Pega)
Esse evangelho é barato, acessível e serve aos propósitos de quem o adquire. Nesse evangelho, o pecador não é tratado como pecador, mas como cliente. E, se o pecador é cliente, todo cuidado é pouco. Afinal, o cliente é quem manda! É preciso tratá-lo com jeito, para não afugentá-lo nem contrariá-lo. Se o pecador é cliente, seu compromisso maior é financeiro. Sua relação com Deus não passa de uma relação monetária. O pecador/cliente precisa apenas investir. E esse seu investimento tem retorno garantido. Esse é o evangelho a 1,99.

* O evangelho sem a graça.

Nesse evangelho, se alguém quiser conseguir algo de Deus, é preciso pagar um preço. Quem quiser alcançar bênçãos precisa pagar por elas. Quem quiser conseguir a salvação, faça por onde. E se a conseguiu, cuidado para não perdê-la. Esse é o evangelho sem a graça.

* O evangelho da libertinagem

Esse é o evangelho sem disciplina, sem restrições comportamentais, onde é “proibido proibir”, onde o relacionamento amigável com o pecado é aceitável. Onde se diz “todas as coisas me são lícitas” e ponto final. Esse é o evangelho que transforma em libertinagem a graça de Deus e nega o senhorio de Cristo.

Conclusão

O Deus que pastoreia a sua igreja através de pastores pôde contar com Paulo, o pastor, no séc. I. Ele era um líder zeloso, cuidadoso e preocupado com a saúde da Igreja. Ele não se calou diante da introdução e fomentação de um outro Jesus, um outro espírito e de um outro evangelho dentro da igreja de Corinto.
Precisamos orar para que Deus continue levantando líderes cuidados com a saúde do rebanho. Precisamos zelar pela igreja “com zelo de Deus” e não permitirmos, não aceitarmos e nem nos calarmos diante da atual pregação em nosso país, de um outro Jesus, de um outro espírito e de um outro evangelho.

Pr. Paulo César Nascimento

Jesus - A Simples Verdade