Jesus - a Simples Verdade

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pregação Superficial



John MacArthur


John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.


Estou comprometido com a pregação expositiva. Tenho a convicção inabalável de que a proclamação da Palavra de Deus sempre deve ser o âmago e o foco do ministério da igreja (2 Timóteo 4.2). E a pregação bíblica correta deve ser sistemática, expositiva, teológica e teocêntrica.

Esse tipo de pregação está em falta nestes dias. Há abundância de comunicadores talentosos no movimento evangélico moderno, porém os sermões de hoje tendem a ser curtos, superficiais e tópicos. Fortalecem o ego das pessoas e centralizam-se em assuntos completamente insípidos como relacionamentos, vida de sucesso, problemas emocionais e outros temas práticos, mas seculares.

Assim como os púlpitos de materiais leves e transparentes dos quais as mensagens são apresentadas, esse tipo de pregação não tem peso nem consistência; é barata e sintética, deixando pouco mais do que uma impressão efêmera na mente dos ouvintes.

Há algum tempo realizei um seminário sobre pregação em nossa igreja. Ao preparar-me para as palestras, peguei um caderno de anotações, uma caneta e comecei a listar os efeitos negativos desse tipo superficial de pregação, tão predominante no evangelicalismo moderno.

Inicialmente, pensei que seria capaz de identificar pelo menos dez efeitos negativos, mas, no final, eu havia alistado sessenta e uma conseqüências devastadoras! Apresento aqui as mais importantes como um aviso contra a pregação superficial — tanto para os pastores, nos púlpitos, quanto para seus ouvintes, nos bancos das igrejas.

USURPA A AUTORIDADE DE DEUS

Quem possui o direito de falar à igreja? O pregador ou Deus? Sempre que a Palavra de Deus é substituída por qualquer outra coisa, a autoridade dEle é usurpada. Que atitude arrogante! Na verdade, substituir a Palavra de Deus pela sabedoria do homem é uma atitude insolente. DESAFIA O SENHORIO DE CRISTO

Quem é o cabeça da igreja? Cristo é realmente a autoridade dominante no ensino da igreja? Se isso é verdade, por que há tantas igrejas nas quais a Palavra dEle não está sendo proclamada com fidelidade?

Quando observamos o ministério contemporâneo, vemos programas e métodos que são fruto da invenção humana, resultado de pesquisa de opinião pública e avaliação da vizinhança da igreja, além de outros artifícios pragmáticos. Os especialistas em crescimento de igreja têm lutado para assumir o controle das atividades da igreja, tomando-o de seu verdadeiro Cabeça, o Senhor Jesus Cristo.

Quando Jesus Cristo é exaltado no meio de seu povo, seu poder é manifestado na igreja. Quando a igreja é controlada por comprometedores cuja única ambição é conformar-se à cultura, o evangelho é minimizado, o verdadeiro poder é perdido, uma energia artificial precisa ser fabricada, e a superficialidade toma o lugar da verdade.

OBSTRUI A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Ele usa a Palavra de Deus para realizar a sua obra. Ele a usa como instrumento de regeneração (1 Pe 1.23; Tg 1.18) e de santificação (Jo 17.17). Na verdade, a Palavra de Deus é a única ferramenta que o Espírito Santo usa (Ef 6.17). Então, quando os pregadores negligenciam a Palavra de Deus, debilitam a obra do Espírito Santo, produzindo conversões superficiais e crentes aleijados em sua vida espiritual — e, talvez, completamente falsos.

Conseqüentemente, o púlpito perde o seu poder. “A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4.12). Qualquer outra coisa é impotente, oferecendo apenas uma ilusão de poder. A habilidade do homem em seduzir as pessoas não deve impressionar-nos mais do que a capacidade da Bíblia em transformar vidas.

DEMONSTRA FALTA DE SUBMISSÃO

Nas abordagens modernas de “ministério”, a Palavra de Deus é deliberadamente subestimada; o opróbrio de Cristo (Hb 11.26), repudiado com sagacidade; a ofensa do evangelho, removida com cuidado; e a “adoração”, moldada com o propósito de se ajustar às preferências dos incrédulos. Isto não é nada mais do que uma recusa em se submeter ao mandamento bíblico para a igreja. A insolência dos pastores que seguem um caminho como esse é assustadora para mim.

SEPARA O PREGADOR DA GRAÇA DE SANTIFICAÇÃO

O maior benefício pessoal que recebo da pregação é a obra que o Espírito de Deus realiza em minha própria alma, quando estudo e me preparo para duas mensagens expositivas a cada Dia do Senhor. Semana após semana, o dever da exposição cuidadosa mantém o próprio coração focalizado e fixo nas Escrituras; e a Palavra de Deus me alimenta, enquanto me preparo para alimentar o rebanho.

Deste modo, eu mesmo sou abençoado e fortalecido espiritualmente por meio deste empreendimento. Ainda que não houvesse qualquer outra razão, eu jamais abandonaria a pregação bíblica. O inimigo de nossa alma persegue os pregadores, e a graça santificadora da Palavra de Deus é essencial à nossa proteção.

OBSCURECE A TRANSCENDÊNCIA DE NOSSA MENSAGEM

Conseqüentemente, a pregação superficial enfraquece tanto a adoração congregacional como a adoração pessoal. O que hoje é recebido como pregação, em algumas igrejas, é tão superficial quanto as mensagens que os pregadores de gerações anteriores ministravam em cinco minutos às crianças. Isto não é exagero. Esse tipo de abordagem torna impossível a verdadeira adoração, porque a adoração é uma experiência transcendente que deveria nos elevar acima do que é mundano e simplista.

A verdadeira adoração é uma resposta do coração à verdade de Deus (Jo 4.23). O nosso povo não pode ter pensamentos sublimes a respeito de Deus, se não os fazemos mergulhar nas profundezas da auto-revelação de Deus. Mas a pregação de hoje não é profunda nem transcendente. Não se aprofunda nem se eleva às alturas. Almeja apenas entreter.

IMPEDE O PREGADOR DE DESENVOLVER A MENTE DE CRISTO

Os pastores devem viver em submissão a Cristo. Muitos pregadores modernos se mostram de tal modo determinados a compreender a cultura, que desenvolvem a mente da cultura, e não a mente de Cristo. Começam a pensar como o mundo, e não como o Salvador.

Sinceramente, as nuanças da cultura mundana são irrelevantes para mim. Quero conhecer a mente de Cristo e usá-la para influenciar a cultura, não importando qual seja a cultura em que ministro. Se tenho de subir ao púlpito e ser representante de Jesus Cristo, quero conhecer o que Ele pensa — e declarar isso ao seu povo.

DEPRECIA A PRIORIDADE DO ESTUDO BÍBLICO PESSOAL

O estudo bíblico pessoal é importante? Claro que sim! Mas, que exemplo o pregador oferece quando negligencia a Bíblia em sua própria pregação? Por que estudariam a Bíblia, se o próprio pregador não a estuda com seriedade, ao preparar seus sermões?

Alguns dos gurus do ministério “Sensível aos Interessados” nos aconselham a retirar do sermão todas as referências explícitas à Bíblia. Eles dizem: “Nunca peça à sua congregação que abra a Bíblia em uma passagem específica, porque esse tipo de coisa deixa os interessados desconfortáveis”.

Algumas igrejas “sensíveis aos interessados” desencorajam veementemente seus membros a trazerem Bíblias à igreja, com receio de que a visão de tantas Bíblias intimide os interessados. Como se fosse perigoso dar ao povo a impressão de que a Bíblia é importante!

SILENCIA A VOZ DE DEUS

Jeremias 8.9 diz: “Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria é essa que eles têm?”

Quando eu falo, quero ser o mensageiro de Deus. Não estou interessado em interpretar o que algum psicólogo, ou guru de negócios, ou professor universitário tem a dizer sobre qualquer assunto. O meu povo não precisa de minha opinião; precisa ouvir o que Deus tem a dizer. Se pregarmos como a Escritura nos ordena, não será difícil saber de quem é a mensagem que vem do púlpito.

PRODUZ INDIFERENÇA EM RELAÇÃO À GLÓRIA DE DEUS

A pregação “sensível aos interessados” nutre pessoas centralizadas em seu próprio bem-estar. Quando você diz às pessoas que o principal ministério da igreja é consertar para elas o que estiver errado nesta vida — suprir suas necessidades e ajudá-las a enfrentar seus desapontamentos neste mundo — a mensagem que você está enviando é que os problemas desta vida são mais importantes do que a glória de Deus e a majestade de Cristo. Novamente, isto corrompe a verdadeira adoração.

ROUBA ÀS PESSOAS A SUA ÚNICA FONTE DE AJUDA VERDADEIRA

As pessoas que vivem sob um ministério de pregação superficial tornam- se dependentes da habilidade e criatividade do orador. Assim, elas se tornam espiritualmente inativas e vão à igreja apenas para serem entretidas. Não têm interesse pessoal na Bíblia, porque os sermões que ouvem não emergem das Escrituras. São impressionadas pela criatividade do pregador e manipuladas pela música; e isso se torna toda a sua perspectiva de espiritualidade.

ENGANA AS PESSOAS QUANTO AO QUE ELAS REALMENTE PRECISAM

Em Jeremias 8.11, Deus condena os profetas que tratavam de modo superficial as feridas do povo. Este versículo se aplica poderosamente aos pregadores artificiais que ocupam muitos púlpitos evangélicos proeminentes, em nossos dias. Tais pregadores omitem as verdades mais severas sobre o pecado e o julgamento. Abrandam as partes ofensivas da mensagem de Cristo.

Enganam as pessoas sobre aquilo que elas realmente precisam, prometendo- lhes “satisfação” e bem-estar terreno, quando o que necessitam é de arrependimento, fé e uma visão exaltada de Cristo, bem como de um verdadeiro entendimento do esplendor da santidade de Deus.

Portanto, os pastores têm de pregar a Palavra, embora fazê-lo esteja fora de moda em nossos dias (2 Tm 4.2). Essa é a única maneira pela qual o ministério deles pode dar frutos. Além do mais, a pregação da Palavra assegura que os pastores serão frutíferos no ministério, porque a Palavra de Deus jamais volta vazia para Ele; ela sempre faz aquilo que Lhe apraz e prospera naquilo para o que foi designada (Is 55.11).

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O que é pregar o Evangelho?



Traduzido livremente por Marcelo Lemos para o projeto ‘Olhar Reformado’.

Há muitas respostas para esta pergunta e, possivelmente, aqui mesmo em minha audiência (apesar de crer que somos bem uniformes em nossas convicções doutrinárias), pode-se falar em duas ou três respostas rapidamente disponíveis a pergunta: Procurarei, por tanto, responder de acordo com meu próprio entendimento, com a ajuda de Deus; e se acontecer de não ser uma resposta correta, vocês têm completa liberdade de encontrar uma resposta melhor conforme seu próprio discernimento.

I

Pregar o Evangelho é expor cada doutrina presente na Palavra de Deus, e dar a cada verdade sua própria importância. Os homens podem pregar uma parte do Evangelho; podem pregar unicamente uma doutrina do Evangelho; e eu não diria que um homem não prega o Evangelho caso se atenha apenas a doutrina da Justificação pela Fé – “porque pela graça sois salvos, por meio da fé”. Eu o consideraria um ministro do Evangelho, porém é alguém que não anuncia todo o Evangelho. Não se pode afirmar que um homem prega todo o Evangelho de Deus se ele toma partido, consciente e intencionalmente, de uma só verdade de nosso bendito Deus. Este comentário deveria ser muito penetrante e explodir na consciência de muitas pessoas, que, quase como uma questão de princípio, não compartilham certas verdades com as pessoas, devido o fato de elas temer tais verdades. Numa conversa recente, há cerca de duas semanas, um eminente cristão me dizia: “senhor, sabemos que não devemos pregar a doutrina da eleição, já que ela não tem a capacidade de converter pecadores”. Eu lhe respondi: “Mas, quem se atreve a identificar falhas na verdade de Deus? Você concorda comigo que a eleição é uma verdade e, no entanto, afirma que não se deve pregá-la! Eu não me atreveria a fazer afirmação semelhante! Considero ser uma arrogância suprema atrever-se a dizer que uma doutrina não deve ser pregada, quando Deus em sua suprema sabedoria desejou revelá-la aos homens. Além do que, me pergunto: ‘O objetivo de todo o Evangelho é converter aos homens?’. Existem certas verdades que Deus entregou para a conversão dos pecadores; porém, acaso não existem outras verdades destinadas a trazer consolo aos santos? Não deveriam estas verdades ser objetos do ministério da pregação, igualmente as demais? Devo tomar partido de algumas e descartar as outras? Não! Deus disse: ‘Consolai; consolai meu povo!’; se a eleição consola o povo de Deus, então devo pregá-la”. De qualquer forma, não estou convencido de que a doutrina da eleição não seja capaz de converter pecadores. O grande Jonathan Edwards nos diz que, no momento culminante de um de seus avivamentos, estava pregando sobre a soberania de Deus tanto na salvação, como na condenação do homem, e mostrava que Deus era infinitamente justo se enviava os homens ao Inferno; que Ele era infinitamente misericordioso se salvava alguém; e que tudo provinha de sua livre e soberana graça. E ele afirma: “Não tenho encontrado nenhuma outra doutrina que promova tanta reflexão: nada encontra um melhor caminho ao coração do homem que a pregação desta verdade!”. O mesmo pode ser dito de outras doutrinas. Existem certas verdades na Palavra de Deus que estão condenadas ao silêncio, pois segundo o entender de alguns, elas não serviriam para este ou aquele fim. Todavia, cabe a nós julgar a verdade de Deus? Devemos colocar Suas Palavras na balança e dizer: “Isto é bom, isto é mal”? Devemos pegar a Bíblia, amputá-la e dizer: “Isto é palha, e isto é grão!”. Devemos nos desfazer de algumas verdades alegando “não me atrevo a pregá-la!”? Não! Deus não deseja isso! Qualquer coisa que esteja escrita na Palavra de Deus foi registrada para a nossa instrução: e toda ela é útil, seja para repreensão ou consolo, ou para nos instruir na justiça. Nenhuma verdade da Palavra de Deus deve ser ocultada, antes, cada porção dela deve ser pregada segundo seu sentido próprio. Alguns homens limitam-se, de forma intencional, a quatro ou cinco tópicos que pregam de maneira contínua. Aventurando-se a entrar em suas Igrejas, naturalmente ira esperar que ouvi-los pregar sobre este versículo: “Nem da vontade da carne, mas de Deus”; ou, quem sabe, sobre este outro: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai”. Vocês estão conscientes de que ao entrar nessas Igrejas iram ouvir a respeito da eleição e de como todas as coisas procedem do Pai. Estes indivíduos estão equivocados, tanto quanto os outros, por darem demasiada importância a uma verdade e minimizando as demais. Toda a Bíblia e nada mais que a Bíblia, é a norma do verdadeiro cristão. Desgraçadamente, muitos formam um círculo de ferro ao redor de suas doutrinas, e qualquer que ouse dar um passo além deste pequeno círculo, não será considerado como portador da sã doutrina. Neste caso, que Deus abençoe os hereges! Senhor; nos envie mais hereges! Alguns convertem a teologia em uma espécie de cilindro que contém cinco doutrinas que giram de modo indefinido; nunca se aventuram a outros temas. Toda a verdade deve ser anunciada. E se Deus tem escrito em Sua Palavra: “Quem não crer já está condenado”; isso deve ser pregado tanto quanto: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Cada um de nós, a quem foi confiado o ministério, deve procurar anunciar toda a verdade. Sei que pode ser impossível pregar toda a verdade. A alta colina da verdade tem nuvens que encobrem seu topo. Nenhum olho humano pode ver o cume; tampouco algum pé humano o tem pisado alguma vez. Todavia, podemos tentar pintar a nuvem, já que não podemos pintar o topo. Se há nuvens por sobre a montanha da verdade, digamos: “Nuvem e mistério há a seu redor!”. Não neguemos tal fato; e não pensemos em reduzir a montanha de acordo com nossa própria estatura, apenas porque não podemos ver acima dela, ou porque não conseguimos alcançar seu topo. Aquele que deseja pregar o Evangelho deve pregar todo o Evangelho. Aquele que deseja ser considerado um ministro fiel, não deve deixar de lado nenhum aspecto das Boas Novas.



II
Pregar o Evangelho é exaltar a Jesus Cristo. Talvez esta seja a melhor resposta que posso oferecer. Entristece-me saber que, com muita freqüência, pouco se compreende acerca do Evangelho, mesmo entre alguns dos melhores cristãos. Há algum tempo, uma jovem mulher encontrava-se em meio a grande tribulação em sua alma. Ela se aproximou de um cristão muito piedoso, que lhe disse: “Minha querida amiga, deves ir para a casa orar!”. Eu pensei comigo mesmo: nada disso é bíblico. A Bíblia não diz: “Vai para a casa e ora”. A pobre jovem foi para sua casa e continuou sofrendo sua tribulação. O homem lhe disse: “Deves ter paciência, deves ler as Escrituras e estudá-las”. Isso também não é bíblico; isso não é exaltar a Cristo. Descubro que muitos pregadores estão pregando essa classe de doutrina. Eles dizem ao pobre pecador convencido: “Precisar ir para a casa orar, ler as Escrituras, assistir aos cultos, etc”. Obras, obras, obras ao invés de: “Por graças sois salvos, por meio da fé!”. Eu lhe diria isto: “Cristo deve salvar-te; creia no nome do Senhor Jesus Cristo!”. Não lhe diria a ninguém, nestas circunstancias, que ore ou que leia as Escrituras, ou que assista ao Templo. Eu lhe apresentaria a fé, a fé simples no Evangelho de Deus. Não que menospreze a oração; isso deve vir depois da fé. Não que diga uma única palavra contra o estudo das Escrituras; este é um sinal infalível de ser um filho de Deus. Não que tenha objeções contra ir ao templo para se ouvir a Palavra de Deus; que Deus não me permita tal coisa! Alegro-me vendo as pessoas no templo! Porém, nenhuma destas coisas é o caminho da salvação. Em parte alguma está escrito: “O que assiste ao culto será salvo!”, ou “O que lê a Bíblia será salvo!”. Não li em qualquer lugar: “O que ora e é batizado será salvo!”; mas sim: “Aquele que crer...” – o que tem uma fé sincera no ‘Homem Cristo Jesus’; em sua divindade e em sua humilhação, está livre do pecado! Pregar que somente a fé salva, é pregar a verdade de Deus. Igualmente, jamais reconhecerei como ministro do Evangelho, alguém que prega qualquer outra coisa como plano de salvação, que não seja a fé em Jesus Cristo. A fé, a fé, e somente a fé em seu nome! Porém, a maioria das pessoas se encontra envolta em suas próprias idéias. Temos impregnado em nosso cérebro tão alto conceito de mérito, que nos é quase impossível pregar de maneira clara e completa a justificação pela fé; e se conseguimos fazê-lo, então as pessoas não conseguem receber tal pregação. Dizemos-lhes: “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!”. Porém, eles têm a impressão de que a fé é algo tão maravilhoso, tão misterioso, que é case impossível que a possam alcançar sem precisarem fazer algo mais. Na verdade, essa fé que nos une ao Cordeiro de Deus é um dom instantâneo de Deus, e aquele crê no Senhor Jesus é salvo no mesmo momento, sem qualquer outra exigência. Ah, meus amigos! Será que não desejamos exaltar ainda mais a Cristo em nossa pregação, e exaltá-Lo ainda mais em nossas vidas? Oh! Que sempre exista um ministério que exalte apenas a Cristo! Oh! Que a pregação sempre o mostre como profeta, sacerdote e rei para seu povo. Que o Espírito manifeste o Filho de Deus a seus filhos através da pregação. Necessitamos ter uma pregação que diga: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra!”. Pregação do Calvário, teologia do Calvário, livros sobre o Calvário, sermões sobre o Calvário! Estas são as coisas que desejamos!... pregar o Evangelho não é pregarhttp://www.blogger.com/img/blank.gif certas verdades a respeito do Evangelho, não é pregar a respeito das pessoas, antes, é pregar para as pessoas. Pregar o Evangelho não consiste em pregar o que o Evangelho é, mas sim, anunciá-lo ao coração, não por meio de sua capacidade pessoal, mas sob a influência do Espírito Santo. - Trecho traduzido livremente do sermão ‘Pregar o Evangelho’; pregado em 05 de Agosto de 1855, em NEW PARK STREET CHAPEL.


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terça-feira, 11 de outubro de 2011

ENTRE A CRUZ E O EMPREGO

Certo funcionário de uma empresa foi chamado um dia ao gabinete do dono. Sem meias palavras, o homem foi direto ao assunto: - Estamos reestruturando a empresa e precisamos de uma pessoa exatamente do seu tipo para ocupar uma importante gerência. Analisamos a sua ficha e vimos que só há um problema com você: você é crente e o cargo é incompatível com a sua fé, de modo que você terá que fazer uma opção entre a promoção no emprego e sua religião. Mas você não precisa responder agora. Vá para casa, hoje é sexta-feira, pense, e na segunda nos diga o que foi que decidiu. Nosso irmão foi para casa envolto no manto da dúvida e naquele final de semana seu coração virou campo de batalha entre o certo e o errado. Na segunda-feira, lá estava ele na empresa, já ansioso por encontrar-se com o dono, que perguntou-lhe: - E aí? Qual é a sua decisão? - Acho que vou aceitar a proposta que me fez. O patrão nem levantou a cabeça: - Então, vá imediatamente ao Departamento de Pessoal. Você está despedido! - Mas... patrão, foi o senhor mesmo que me fez a proposta! - Sim, mas, na verdade estou procurando alguém de absoluta confiança para ocupar este cargo. Se você foi capaz de tão rapidamente trair a sua consciência religiosa, quem me assegura que mais rapidamente ainda não trairá a empresa?

Fone: Tabernáculo fuente de vida eterna
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falta de unidade Rick Warren




Deus abençoa uma igreja unida. Muitas igrejas têm um enorme potencial, mas nunca alçam o que Deus deseja porque os membros gastam toda a sua energia enfrentando-se uns aos outros. Toda a energia é focada para dentro.

A Bíblia fala mais sobre unidade da igreja do que sobre céu e inferno. Igrejas são feitas de pessoas e não há pessoas perfeitas. Por isso, as pessoas entram em conflito umas com as outras. Os pastores precisam aprender como lidar com essas situações. Eles são chamados a fazer seis coisas quando a desunião ameaça a igreja.

1. Evitar as situações que provocam polêmica. A Bíblia diz em 2 Timóteo 2.23,24 (NVI):

“Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente”. Os pastores devem evitar provocar polêmica. Os líderes precisam ser exemplos para a igreja toda neste campo. Quando uma polêmica surgir, o pastor deve se recusar a se meter nela. Os líderes não precisam ter opinião sobre tudo. Algumas discussões não demandam sua participação. Converse sobre assuntos que importam.

2. Ensinar os criadores de caso a se arrependerem. A passagem de 2 Timóteo 2.25,26 (NVI) diz:

“[O pastor] deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade”. Muitos pastores não gostam de confrontação. No entanto, não há como escapar delas. O pastor deve, com toda a gentileza, instruir aqueles que estão criando dissensão e se opondo ao ensino da igreja.

3. Avisar aos criadores de caso que suas palavras negativas estão ferindo outras pessoas. Em 2 Timóteo 2.14,16 (NVI) encontramos:

“Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não traz proveito e serve apenas para perverter os ouvintes. Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade”. As pessoas precisam saber que suas palavras têm conseqüências.

4. Fazer um apelo à harmonia e à unidade. Paulo fez isso em Filipenses 4.2 (NVI). Ele escreveu:

“O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no Senhor”. Havia duas mulheres bem voluntariosas na igreja. Seus nomes eram Evódia e Síntique e estavam causando muita agitação na igreja. O apelo de Paulo para que elas se unissem aparece na Bíblia. Uma briga na igreja não afeta apenas os combatentes porque influencia a igreja como um todo, já que as pessoas acabam por escolher um dos lados. Assim como Paulo, às vezes o líder precisa fazer um apelo à unidade diretamente àqueles que estão causando problemas.

5. Repreender com autoridade, se necessário. Paulo diz em Tito 2.15–3.1:

“É isso que você deve ensinar, exortando-os e repreendendo-os com toda a autoridade. Ninguém o despreze. Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom”. O pastor precisa confrontar a pessoa encrenqueira.

6. Tirar da igreja os encrenqueiros, se eles ignorarem as advertências anteriores. Tito 3.10,11 diz:

“Quanto àquele que provoca divisões, advirta-o uma primeira e uma segunda vez. Depois disso, rejeite-o. Você sabe que tal pessoa se perverteu e está em pecado; por si mesma está condenada”. Nenhum pastor gosta de fazer isso, mas há situações em que o último recurso é tirar a pessoa da igreja. É dever do pastor proteger a unidade de sua igreja. Se isso significa livrar-se do criador de casos, faça-o.

A Bíblia ensina que, quando a igreja cresce, Satanás faz tudo o que pode para causar divisão. Mesmo gente bem intencionada, crentes inclusive, podem ser usados como instrumentos de Satanás para ferir o corpo de Cristo. Os pastores, como guias do povo de Deus, têm o dever de proteger suas congregações da maior ameaça de Satanás: a desunião. A tarefa do pastor não é fácil, mas ele é chamado a realizá-la.
(Tradução de Israel Belo de Azevedo)


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domingo, 9 de outubro de 2011

O LADO OCULTO DA DESUNIÃO


INTRODUÇÃO

Há alguns anos, eu resolvi plantar grama no meu quintal. Depois que tudo estava pronto, eu reguei o quintal e a grama ficou verde. Só que, com o primeiro sol, ela secou rapidamente. Eu reguei novamente, ela voltou a ficar verde, mas ocorreu o mesmo problema. Eu então descobri que, abaixo da grama havia concreto e pedra, por isso é que a raiz não conseguia alcançar tanta água. Na igreja de Corinto, algo semelhante estava acontecendo. Aparentemente, aquela era uma igreja verde, sem problemas. Porém, por trás daquela aparência, havia um mal pernicioso, que estava destruindo toda a igreja. Ao longo de toda a carta de Paulo aos coríntios, ele trata de assuntos específicos que eram causa de problemas e divisões dentro da igreja: imoralidade, litígio, mau uso da liberdade cristã, etc. Aquela era uma igreja extremamente carnal, com um povo que brigava e fazia confusão por qualquer motivo.

1ª CAUSA DA DESUNIÃO: ORGULHO

Ultrapassando os limites

No nosso texto de estudo, o apóstolo Paulo apresenta duas causas básicas para a desunião que estava acontecendo naquela igreja. A primeira delas era o orgulho que eles tinham acerca deles mesmos. No versículo 6, do capítulo 4, lemos: Irmãos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: "Não ultrapassem o que está escrito. Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro." Alguns consideram que Paulo estava se referindo ao ensino dos apóstolos, outros que era sobre algum texto do Antigo Testamento. Porém, quando ele diz para não ultrapassarem, ele quer dizer que não fossem além de alguns limites. Como lemos no versículo 7, um desses limites que eles estavam ultrapassando estava relacionado ao orgulho que eles tinham e ao desprezo pelo próximo: Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse? A palavra orgulho no versículo 6 tem o sentido de inchar, de estufar o peito ou ter o nariz empinado. É interessante que, das sete vezes em que essa palavra aparece no Novo Testamento, seis vezes são na primeira carta de Paulo aos coríntios. Já no versículo 7, quando aparece “se orgulha”, significa vangloriar. Mais uma vez, 60% das vezes em que encontramos essa palavra nas Escrituras está nesta carta. Em I Coríntios 1.28-29, lemos: Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. Em I Coríntios 1.31 também é dito: Quem se gloriar, glorie-se no Senhor.

Orgulho material

Precisamos entender também o contexto desse orgulho. Como sabemos, os gregos eram extremamente orgulhosos de suas artes, esculturas, artesanato, jogos, produção literária, matemática, entre outros motivos. Infelizmente, esse orgulho grego invadiu aquela igreja, de forma negativa, fazendo com que irmãos discutissementre si. Uma das manifestações desse orgulho, bem evidente naquela comunidade, era o orgulho pela matéria. No versículo 8 lemos: Vocês já têm tudo o quequerem! Já se tornaram ricos! O fato de muitos daqueles crentes serem ricos não seria problema nenhum se não fosse pelo fato de os que tinham dinheiro desprezarem os que não tinham. O pobre era sempre posto de lado, mesmo em celebrações como a ceia. Em I Timóteo 6.9- 10 vemos mais uma exortação do apóstolo Paulo com relação a esse amor pelo dinheiro: Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de alguns males, não... Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos. Nós sabemos que ter dinheiro na mão, muitas vezes, corrompe as pessoas. No nosso país, temos exemplo de vários políticos, juízes e traficantes que acabaram presos por conta do desejo de enriquecer. As pessoas idolatram o dinheiro a tal ponto que sacrificam, inclusive, sua própria honra. Existem até mesmo pastores que são corrompidos pelo dinheiro. Nós vemos na televisão muitas pessoas dizendo que somente Jesus é o caminho, entretanto, eles são escravos e regem suas vidas pelo dinheiro. Não podemos negar que precisamos de dinheiro para viver. Entretanto, o perigo ocorre quando nos vangloriamos do que temos e conduzimos nossa vida através do dinheiro.

Orgulho espiritual

A segunda manifestação de orgulho presente naquela igreja era o orgulho espiritual, como é dito no versículo 7: Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? Naquela época estava começando a se desenvolver um grupo de pensadores denominados gnósticos. Eles dividiam as pessoas em três grupos: os ílicos, que eram os pagãos que não poderiam ser remidos; os psíquicos, que tinham uma forma inferior de redenção, onde se incluíam os judeus, cristãos e profetas; e os pneumáticos, ou seja, os espirituais, que eram aqueles que consideravam ter o conhecimento e entender os mistérios. Essas pessoas se vangloriavam por possuir um suposto conhecimento espiritual que outros nãotinham. Os dons também eram motivo de orgulho. No início dessa carta, Paulo menciona que não faltava nenhum dom àquela igreja. Porém, dos capítulo 12 ao 14 ele trata de problemas somente relacionados aos dons que eles possuíam. Cada um queria utilizar o seu dom como bem entendesse, apenas para mostrar o quanto sabia ou o quanto era capaz de fazer. Aqueles que, por exemplo, tinham o dom de línguas ou de profecia, ou mesmo de cura, estavam sempre se vangloriando, considerando-se mais espirituais. Paulo afirma que isso é sinônimo de carnalidade. Deus atribuiu dons para que o Seu serviço fosse realizado, e não para criar competição e intrigas dentro da igreja. Aquele que é, verdadeiramente, espiritual, em vez de orgulhar-se de tudo o que é capaz de fazer, deve humilhar-se e reconhecer que tudo aquilo provém de Deus.

Orgulho intelectual

Uma das conseqüências do orgulho são as comparações.
Essa também era outra manifestação do orgulho naquela igreja: o orgulho intelectual. Eles sentiam-se superiores e, por compararem suas capacidades com as dos outros, geravam inveja. A palavra inveja vem do latim invideri e significa olhar enviesado. Isto é, aquele olhar que incomoda aos outros, onde você fica olhando e querendo ter o que a outra pessoa tem. No hebraico, a palavra significa olho mau, algo como o nosso atual “olho gordo”. Se você for a uma ,penitenciária, você vai perceber que muitos têm orgulho de serem traficantes, assassinos, assaltantes. Mas você nunca encontrará alguém que tenha orgulho em dizer: eu sou invejoso.
Isso é algo terrível, pois o invejoso, ainda que não assuma e pareça estar alegre, por dentro ele está chorando. Ele não é capaz de se alegrar com os que se alegram e de chorar com os que choram.

2ª CAUSA DA DESUNIÃO: PENSAMENTOEQUIVOCADO ACERCA DOS LÍDERES

Não tinham posição de destaque

A segunda causa de desunião presente na igreja de Corinto era o pensamento equivocado acerca dos líderes. Os filósofos daquela época tinham os seus alunos que, na verdade, eram seus fãs. Eles amavam os seus professores e consideravam-nos como celebridades. Entre os crentes de Corinto, algo semelhante estava acontecendo. No versículo 6 é dito: Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro. Aquelas pessoas estavam se posicionando uns contra os outros, pelo fato de optar por apenas um dos vários líderes que existiam naquela igreja. Paulo, querendo mostrar o quão equivocados eles estavam por fazer isso, diz nos versículos 9 e 10: Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo tanto diante de anjos como de homens. 10 Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! Sofriam tribulações Paulo queria mostrar também que, além dele não ter uma posição de destaque, ele não era ninguém, assim como os outros apóstolos. Ele passou fome, foiapedrejado, sofreu, errou. Nos versículos 11 a 13 ele diz ainda: Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e 12 trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; 13 quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo. Ele próprio considerava-se a escória do mundo. Muitas vezes nós pensamos que, por sermos crentes, nada de mal nos acontecerá. Porém, isso não é verdade e o apóstolo Paulo é uma prova disso. A pessoa que é cristã, e que quer viver piedosamente em Cristo, será perseguida. Satanás tentará usar tudo e todos para tentar nos atingir, inclusive nossos amigos ou vizinhos. Uma das grandesdificuldades que Paulo sente no final de sua vida é o abandono. Ele estava novamente na prisão em Roma, praticamente sem saída, e todos largaram-nos e deixaram-no sozinho. Além do sofrimento, o apóstolo também menciona suas fraquezas pessoais. Afinal, ninguém é de ferro. Em Romanos 7, ele menciona várias lutas internas e tentações pelas quais passava. Ninguém é perfeito e está livre de sua própria carnalidade, nem mesmo líderes de uma igreja. Eu li a oração de um homem, certa vez, que dizia: Deus, livra-me de mim mesmo. Mesmo que a igreja que você freqüenta tenha vários líderes, todos eles são passíveis de erro e têm suas lutas internas. Ninguém é perfeito e ninguém sempre agradará a todos. As críticas e os desgostos sempre estarão presentes. O que nós não podemos é ficar criticando e fofocando, pois isso só contribuirá para enfraquecer nossos líderes. Existe, inclusive, uma seita satânica que ora constantemente para que pastores caiam e sejam derrotados em suas batalhas espirituais. Eu tenho vários colegas, de Campinas mesmo, que já foram derrotados por problemas como adultério, roubo,etc.

PRESERVANDO A UNIÃO

A comunhão na igreja de Corinto estava desmoronando. Toda aquela confusão estava sendo produzida pela soberba pessoal. Aquela experiência nos ensina sobre o que deve ser evitado e o que deve ser feito para que a estrutura de uma igreja não seja abalada por estas questões. Nas olimpíadas de Seattle, há algum tempo, estava prestes a acontecer uma corrida de 100 metros rasos para pessoas com deficiência física. No momento em que foi dada a largada, um menino caiu e começou a chorar. Então, todos os outros competidores voltaram, ajudaram-no e encorajaram-no. Juntos, foram todos abraçados até a linha de chegada. Uma igreja precisa ter esse mesmo pensamento. Não podemos ficar competindo e criando contendas. Por mais que seja bom chegarmos em primeiro, dentro da igreja nós fomos chamados para sermos os últimos e, sempre, independentemente das circunstâncias, ajudarmos nossos irmãos. Eu já ouvi dizerem que a igreja é o único exército onde os soldados feridos são deixados no chão. Que nós possamos mudar essa idéia, buscando simplicidade e apoiando a liderança, em vez de dividi-la.

Fonte: Igreja Batista Universitária
Jesus - A Simples Verdade

sábado, 8 de outubro de 2011

RESGATANDO A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO


O QUE É IGREJA

É mais que uma associação é um organismo e como organismo, é uma comunidade de crentes unidos em Cristo pelo o Espírito Santo; dotada de dons e ministérios pelo o aperfeiçoamento dos santos Ef. 4.11-16, a igreja precede a igreja organização . - Segundo William
Gurnall a igreja não é nada mais do que Cristo manifestado". Isto significa que, como seus membros, haveremos de porfiar por uma vida santa e irrepreensível, afim de que os homens, ao ver a nossa conduta glorifiquem ao pai celeste. Sendo a igreja tão importante no âmbito do Reino de Deus, como lhe achar uma definição adequada?
- Definição etimológica da palavra igreja - A palavra igreja vem do hebraico qâhal ; e do Grego Ekklesia. Ambos os termos carregam os mesmos significados : reunião pública, ou Assembleia regularmente convocada cujo objetivo na Grécia Antiga, era congregar-se para deliberar sobre o ; bem comum. O termo só era utilizado quando os cidadãos encontravam-se formal e regitalmente reunidos. Caso contrario: inexistia a ekklesia. Semelhantemente ocorre no Novo Testamento. Afirmou o Senhor Jesus que, onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome, ali estará Ele; pois exatamente ali, encontra-se a sua igreja
- Definição Teológica. Igreja é o conjunto daqueles que , aceitando a Cristo pela fé são imediatamente agregados ao seu corpo espiritual, para testemunhar acerca do evangelho. "A igreja é portanto, a família espiritual de Deus, uma comunidade criada pelo o Espírito Santo, baseada na obra expiatória de Cristo"
Noutras palavras, "Ekklesia" , traduzida por "igreja" se deriva de Ekkaleo, verbo que significa "chamar a parte", por isto denota uma assembleia citada ou chamada a parte, um corpo escolhido e separado duma grande massa de gente, que se reúne como cidadãos do reino de Deus Ef. 2.19, com o propósito de adorar a Deus .
A grande verdade é que hoje quando vamos falar de comunhão, de união nas igrejas, nós nos deparamos com um grande problema . que a principio eu caracterizaria ao invés de Koinonia que significa comunhão,uma relação de intimidade entre uma pessoa e outra, indica companheirismo e identificaçãp pessoal, afinidade e solidariedade, podendo ser entendida como uma mescla de personalidades numa bendita unidade, como o trançar de fios para formar uma única corda; sugere uma intimidade exclusiva e fora do comum, como por exemplo o envolvimento de Abraão com Deus por causa de Sodoma e Gomorra Gn. 18.17,23-33 ou seja a visão que a palavra de Deus está querendo nos passar é sobre o crescimento da igreja e dos irmãos em comunhão. Mas o grande problema que enfrentamos é relativo a grande muralha de veteranos que é imposta diante dos calouros, ou principiantes da fé, existe uma grande dificuldade de um novo convertido ou alguém que está começando a se envolver na igreja de se encaixar no grupo, pois na verdade o próprio impõe estas barreiras, por isto chamo de Koinonite, existe um crescimento, existe uma comunhão porem muita restrita, fechada dentro dos clãs ou facções que pelo passar do tempo vai se criando dentro da igreja.
É como uma unha encravada, ela cresce, porem ela cresce para dentro. Por este motivo é que devemos nos despertar, pois temos feito muitas almas se perderem e até mesmo irem para o inferno por nossa causa. O papel da igreja é ganhar almas, porem ela tem perdido muito. É a partir daí que devemos pensar ... será que vocês já fizeram um analise de quantas almas foram ganhas este ano para Cristo? E já analisaram quantas se perderam?.
Em estudos feitos recentes em faculdades teológicas, a avaliação que se tem, é que um dos grandes motivos destas percas é a falta de comunhão, a falta de união no meio da igreja

Vejamos então: Cinco atitudes de uma pessoa que produz desunião

1-
Ela sempre procura se fechar em seu grupinho chamado panelinha

2-
Ela é uma pessoa egoísta deseja tudo para si nunca compartilha com os outros. Sede antes servos dos outros, pelo amor Gl. 5.13

3- Ela tem uma atitude de concorrência, sempre que chega alguém novo na igreja, ela quer se sobressair diante daquela pessoa, tem atitudes de desdém e ignora estas pessoas

4- Ela demonstra que só a igreja dela possui a salvação, outras pessoas de outras igrejas não são Misideradas nem sequer irmãos, Esta não é a igreja que Cristo Sonhou

5-
Porque às vezes ela não vai com o jeito da outra pessoa porque diz que a pessoa é careta, é chata, diferente, é feia, é gorda, é antipática, é amuada, é tímida e muitos outros adjetivos para justificar sua atitude

O que o espírito de desunião causa nas igrejas

a) Quando os membros começam a criar grupos facções nas igrejas é onde se encontra o espírito de divisão, e é ai que o Espírito Santo se entristece causando esfriamento espiritual

b) Esfriamento do amor, as pessoas não se importam mas com quem chega ou está no meio, não se importa com os problemas, dificuldades e necessidades do outro . Amai-vos cordialmente uns aos outros Rm 12.10

c) As bênçãos de Deus são bloqueadas porque ele não opera na desunião

d) Muitas pessoas desistem da fé desanimando -se ou até se frustrando com a situação

Quais as consequências desta desunião

a) As faltas.de perdão - Suportem-vos uns aos outros Cl. 3.13 "O perdão de Deus é condicional" Mt. 6.12,14,15

b) A intolerância- Perdoai-vos mutuamente Cl. 3.13,

c) A arrogância, sentimento de superioridade- Sujeitai - vos uns aos outros Ef. 5.21 -

d) A falta de cordialidade e hospitalidade - Sede mutuamente hospitaleiros l Pd. 4.9 5- Difamação e fofocas - Não faleis mal uns dos outros Tg. 4. 4

Como restaurarmos o sentimento de união em nossas igrejas

a) Observando que a disseminação da desunião na igreja é pecado diante de Deus

b) Buscarmos compreender que o reino de Deus é para todos

c) Procurarmos integrar e abrir espaço para os novos convertidos e demais irmãos nas igrejas

d) Cumprir os dois mandamentos que Cristo nos deixou em Mt. 22.37,38,39

-V- 37- E Jesus disse-lhe: Amarás o senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

-V-38- Este é o primeiro mandamento.

-V-39- E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo "amar a Deus sem o próximo desagua em uma pureza religiosa insana, mas amar ao próximo e não amar a Deus é pura idolatria do homem por si mesmo".

- As bênçãos da união

1- O Testemunho para a sociedade e o mundo

2- Levarmos as cargas uns dos outros

3- Faz-nos sentir apoiados e valorizados

5- A Comunhão se dá pela graça:

a) É graça de Deus uma comunidade poder reunir-se nesse mundo, de maneira visível, em tomo da palavra de Deus e dos sacramentos í

b) Para o crente, a presença física de outros cristãos se lhe constitui em fonte de alegria e fortalecimento incomparáveis g. CJG - è /4

c) Não é vergonhoso quando o crente é assaltado de saudade da companhia de outros cristãos, como se isso fosse sinal de viver ainda pó demais na carne

6- A Comunhão se dá através da palavra de Cristo que nos vem pêlos irmãos

à) O crente vive inteiramente da verdade da palavra de Deus em Jesus Cristo Jo. 17. 'Essa palavra, porem, Deus a pôs na boca de homens, para que circule entre os homens ; por essa razão o cristão precisa do cristão que lhe diga a palavra de Deus, precisa dele sempre quando a incerteza e o desanimo o assediam". Ai se realça a importância do principio da hermenêutica que diz que a bíblia deve ser lida, entendida e vivida na comunidade da fé. Uma leitura isolada, nunca é completa. As verdades vêm quando nos edificamos uns aos outros. E como essas verdades são importantes de serem ditas repetidas quando a incerteza e o desanimo atingem alguns.

7-
A Comunhão se dá através da mediação em Jesus Cristo

a) O cristão pode chegar a outro cristão somente por meio de Jesus Cristo

b) Sem Cristo reina inimizade entre Deus e os homens e entre homens e homens

c) Sem Cristo não conheceríamos a Deus, não poderíamos invocá-lo nem vir a ele. Sem cristo também não conheceríamos o irmão nem poderíamos ir ter com ele .

d) Que sem Cristo não conheceríamos a Deus é algo que faz parte do senso comum do Cristão mas sem Cristo também não conhecemos o irmão é algo que nos pode soar pouco familiar. Essa ênfase radical na necessária mediação de Jesus Cristo

e) Esta comunhão deve ser uma demonstração visível de mutuo amor e cuidado entre os irmãos Jo.
13.34,35

8- A Comunhão não é um ideal, mas uma realidade

a) A fraternidade crista está ameaçada, quase sempre logo desde o inicio, pelo perigo envenenamento mais intimo, confundir fraternidade cristã com um ideal de comunhão piedosa

b) Fraternidade cristã não é um ideal que nós devêssemos realizar. Ela é uma realidade criada por Deus em Cristo, nós podemos ter parte dela.

9-
A igreja é como uma família Ef. 2.19,2/0

Esse símbolo é realmente maravilhoso e traz para nós um ensino importante, que revela o que Deus preparou para os crentes através da igreja .
Assim como todos os membros de uma família normal gozam de amor e comunhão em seu lar, do mesmo modo todo membro da igreja deve sentir-se ligado aos outros membros pelo o arnor de Deus Cf. Uo. 1.7; 3.14,16,17. ninguém deve viver só para si, mas também para os outros 2Co. 5.15, sendo portador de amor fraternal Hb. 13.1 2Pd. 1.7 tendo cuidado uns dos outros l Co. 12.25, chorando com os que choram e alegrando-se com os que se alegram l Co. 12.26. assim como todos os filhos de uma família recebem a educação e a devida orientação no lar, também a igreja é o lar espiritual onde os membros, indispensavelmente, recebem os cuidados e alimentação espiritual e a orientação pela qual poderão amadurecer espiritualmente e crescer mais e mais, deixando o estado espiritual de meninos Ef. 4.14,15, ICo. 13.11 IPd. 2. l,2 e tornando-se pai na fé ICo. 4.15 Acredito que esta mensagem foi oportuna para o nosso tempo e vejo que Deus está esperando de nós tomarmos esta atitude de união e comunhão no meio de nossas igrejas, para que o reino de Deus seja engrandecido e o seu nome glorificado. Aleluia

10 -
A igreja é lugar onde a morte se transforma em vida

Apesar de muita gente achar que a igreja começou após o derramamento do espírito Santo At. 2, podemos afirmar que a igreja de Cristo já existia antes desse tempo, enquanto projeto. O texto de João 12.1-11 mostra que Jesus deixou modelos e atitudes nos quais a igreja deveria se pautar para viver, e ensinou qual devem ser os elementos comuns na vida e nas reuniões de uma igreja. Ele próprio é a razão essencial para que a igreja exista; Lázaro é o exemplo da vida que vence a morte; Judas do pecador que deve ser amado; Marta é o exemplo dos que servem; Maria, dos que amam a Deus de forma apaixonada. Aqui encontramos personagens com as características, reações, e atitudes | muito semelhantes as existentes nas reuniões na igreja de hoje.
Nós estávamos mortos, como afirma Paulo, em Colossences 2.13 Mortos pelas as vossas j transgressões, Mas Jesus Cristo transformou nossa morte em vida. Éramos solitários, angustiados, J tristes, arrasados, mortos ambulantes, mas Jesus Cristo nos vivificou . Devolveu-nos a vida!
A vida de cristo em nós provoca um resultado surpreendente, inteiramente diferente de qualquer outra associação de Pessoas. A igreja tem características próprias que determinam se ela é a igreja de Cristo, povo de Deus. corpo de Cristo, sinal visível do reino de Deus na terra .

11 - A igreja é lugar de amor

Além do vocábulo referente ao amor notadamente de Deus, o novo testamento menciona outros tipos amor. É muito instrutivo mencioná-los e comportá-los. Encontramos no grego quatro palavras que tem o significado amor são as seguintes: Ágape, Phileo, Storge e Eros

a) O amor chamado ágape.
E o tipo de amor mais sublime, e o mais encontrado na Bíblia. Este amor sempre se refere ao relacionamento de Deus e o homem Jo. 3.16 Revela o coração e o propósito de Deus para co a humanidade

1) O amor de Deus é suficientemente imenso para abranger todos os homens "mundo"

2) Deus deu seu filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração de Deus . E também do homem para com Deus Mt. 22.37, É o amor capaz de amar o próprio inimigo Mt. 5.44, Rm. 12.20, Farás com que lhe arda a cara de vergonha

b) O amor chamado Phileo
E o amor fraternal. Altruísta, comunitário, interessado no bem estar dos outros, contrario ao egoísmo. Tem o significado de "terno,afeto de coração" "afetividade" "gostar de verdade". Há muitas menções dele no novo testamento. Desse termo vem palavras nossas como filantropia (Amor ao próximo); filosofia (apreço ao conhecimento)

c) O amor chamado storge

E o amor mais relacionado à família Rm. 12.10- Amai- vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternais, preferindo-vos em honra uns aos outros Fp. 2.3 Cf. Cap. 4.2 Parecia haver litígio entre
elas

d) O amor chamado Eros


(Origem dos termos erogeno, erotismo, eromania). Não é mencionado na bíblia, a não ser seus exemplos. E o amor tipo paixão, erótico, sensual, sexual. Hoje o erotismo vem avassalando a mente de muitas pessoas no mundo. A industria pornográfica obtém, através do cinema, do vídeo e da mídia em geral, lucro fabuloso à custa da exploração do sexo. Até mesmo muitos cristãos perderam sua fé e santidade, sendo agora escravos do pecado, por se deixarem avassalar pelo deus Eros
Sempre que leio o texto de João 13.1-7, vem-me à mente as reuniões das diretorias e conselhos das igrejas. As similaridades são grandes.
Naquela reunião também havia um ambiente de tensão. As ideias eram conflitantes e, de certa forma, até desrespeitosas, como na maioria das reuniões em boa parte das igrejas. Os discípulos discutiam abertamente quem seria o maior entre eles Lc. 22.24-27, Judas já estava determinado a trair Jesus Jo. 13.2 Pedro não aceitava que Jesus lavasse os seus pés v. 6. Os discípulos não acreditavam na possibilidade de Jesus vencer a morte. Estavam tensos, extremamente preocupados consigo mesmos. O ambiente era, de certa forma, fúnebre e triste.
“As reuniões das lideranças em boa parte das igrejas, hoje vivem um clima parecido com o da reunião de Jesus com os seus discípulos . Os lideres ficam tensos nas reuniões por se encontrarem pouco, e quase sempre para tratarem de questões administrativas. Por isso se apresentam conflitados uns com os outros: às vezes, com o coração cheio de ódio e amargura. Essas lideranças atuais parecem não acreditar na igreja como resultado da ação sobrenatural de Deus, assim como os discípulos não acreditavam que Jesus ressuscitaria Mt. 17.22,23 Agem crendo que a igreja está falida, sem futuro, deixam se influenciar pelo o egoísmo.
Se como lideres agíssemos como verdadeiros responsáveis pela implantação da igreja aqui na terra, como fez Jesus em sua ultima reunião, certamente teríamos igrejas diferentes das que temos hoje. Uma igreja, para ter saúde e vida precisa de lideres que não se deixam influenciar pela personalidade negativa de seus liderados; que sejam capazes de objetivar o amor, servindo, aliviando amigos, orgulhosos e tímidos.

12-
A igreja é lugar de perdão

No ensino de Jesus, temos alguns princípios para perdoar de coração aos que nos ofendem, como Deus perdoou e continua a nos perdoar. Antes , sede uns para os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo Ef 4.32

a) Quando alguém ofende o seu próximo, peca contra ele. Se for pessoa sensível de boa fë e temente a Deus, logo se arrepende e pede perdão ao ofendido

b) Caso o ofensor não tome essa iniciativa, o ofendido confiando na palavra de Deus deve tomar a iniciativa de perdoar o ofensor

c) Conforme a oração do Pai Nosso em Mateus 6.14,15, o cristão pode ficar sem o perdão divino por ter um coração cheio de amargura, que não perdoa ao próximo

13-
A igreja é lugar de integridade

Integridade vem do verbo integrar, que significa tornar unido para formar um todo ou completo ou perfeito. As escrituras nos ensinam que o espírito, a mente e o corpo todos vem da mão de Deus e portanto, devem estar unidos, funcionando juntos, como um todo. Os nossos atos devem ser coerentes com os nossos pensamentos. Precisamos ser a mesma pessoa, pública e privadamente. Apenas a visão do mundo cristã pode nos dar base para este tipo de integridade "que fazer irmãos? ... um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação" l Co. 14.26. Quem não gosta de participar de um culto em que a presença de Deus é evidente? Quem não aprecia uma reunião na qual o povo aguarda com expectativa o que virá a seguir? "Quando há integridade na igreja podemos sentir o fluir de Deus na igreja"

14- A igreja é lugar de Adoração

A igreja é conhecida como uma comunidade adoradora, "povo de Deus", a igreja leva
consigo associações da sua redenção e do seu destino. Ela foi chamada por Deus para ser
propriedade e herdeira exclusivamente dele.

a) A Natureza da Adoração na igreja

Disse William Temple "Adoração é o submetimento de todo nosso ser a Deus", consisti em |
tomar consciência de sua santidade; é o sustento da mente com sua verdade ; é a purificação da
imaginação por sua beleza; é o apego do coração ao seu amor; é a rendição da vontade aos seus
propósitos. E tudo isto se traduz em louvor, a mais intima emoção, o melhor remédio para o egoísmo que é o pecado original.

Dentre tantas vantagens da adoração, como parte do culto da igreja de Deus, destacam-se as seguintes :

a- A Adoração cria uma atmosfera de redenção
b- A Adoração destaca o valor do indivíduo e sua responsabilidade
c- A Adoração dá perspectiva à vida
d- A Adoração dá ocasião ao companheirismo fraternal e- A Adoração educa
f- A Adoração enriquece a personalidade e fortalece o caráter
g- A Adoração dá energia para o serviço cristão
h- A Adoração sustem a esperança de paz no mundo
i- "Eis a razão pela a qual Jesus disse: Deus é espírito, e importa que os que o adoram adorem em espírito e em verdade Jo. 4.24'".

15 - A igreja é lugar de se viver como corpo

O viver como corpo de Cristo está diretamente relacionado à dimensão horizontal da vida Cristã, que é tão importante quanto o nosso relacionamento com Deus.
Paulo, foi privilegiado por Deus quanto à sua visão da igreja como corpo de Cristo, l Co. 12.14-16- O primeiro principio está nos primeiros versículos deste texto. Refere-se aqueles que se negam a particpar da vida da igreja , como foi o caso de Ananias . E as razoes desta negação são múltiplas :

a) A supervâlorização do que realmente são. Tais pessoas consideram-se tão importantes que pensam que a igreja não merece privilegio de sua participação. Olham a igreja de forma impiedosa; geralmente são perfeccionistas, detalhistas, ~e tornam-se ácidas para com os irmãos e para com a comunidade
Ex. l Sm. 2.12-17- os filhos eram homens maus obreiros degenerados na casa de Deus, que se aproveitavam da sua posição para obter ganhos ilícitos e praticarem imoralidade, Fp. 3.17,18 ; Os inimigos da cruz de Cristo que Paulo aqui se refere era os crentes professos que estavam corrompendo o evangelho de Cristo com suas vidas imorais e falsos ensinos

b) O Excesso de timidez. Outros são envolvidos por uma timidez excessiva e, por isso, deixam de participar na vida da igreja. Talvez pelo temor de exporem seus defeitos, doenças, angustias e pecados pessoais ficam quietos, retraídos como ostras e tornam-se meros frequentadores de igreja

c) A carência de um ministério . Muitos não servem à igreja porque não exercem o ministério ou ocupam o cargo a que aspiram. Sonham alto demais e se frustram. Há gente que raciocina pequeno e diz se não sei fazer como fulano, se não posso ocupar tal cargo ou função, não farei nada

d) O fantasma das mazelas. Existem ainda aqueles que não servem à igreja por razoes bem tristes, pecaminosas e doentias, tais como inveja, intriga , disputa,desejo que o irmão ou a igreja toda fracassasse," etc. Há muita gente por ai que está torcendo para que nada dê certo na igreja. O principio bíblico é claro: A igreja, na qualidade de organismo, inclui todos os crentes regenerados, tirados de todo mundo entre o primeiro e o segundo advento de Cristo ao passo que como organização, abrange os crentes locais, unidos para o serviço de Cristo, em qualquer assembleia cristã. No corpo, todos os membros são necessários. Nenhuma parte tem direito de negar-se. No corpo humano , quando uma célula deixa de funcionar, as demais células dobram o serviço para suprir a falta daquela .
A analogia da cabeça e do corpo, que ilustra Cristo e a igreja em suas mutuas relações, é muito feliz. Assim como a cabeça funciona através do corpo e seus membros assim Cristo funciona através da igreja e de seus membros. Assim como existe mutua dependência entre a cabeça e o corpo igualmente existe entre Cristo e sua igreja. Cristo depende da igreja por tê-la escolhido como meio de expressar-se e realizai seus propósitos. A igreja depende de Cristo para dele receber sabedoria e orientação nessa realização. Cristo depende da igreja para desempenhar seu trabalho . A igreja depende de Cristo para dele receber o poder para efetuá-lo. Assim, como os membros do corpo são mutuamente essenciais a esse corpo e a sua cabeça, semelhantemente o são os membros da igreja: Mutuamente aos outros e a Jesus. Rm. 12.4,5 - Porque, assim como num só corpo temos muitos membros, e nem todos tem a mesma operação, assim nós que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
No corpo de Cristo, negar-se é exigir que os demais irmãos trabalhem, corram, lutem, batalhem... tudo em dobro, é tomar-se um peso . No corpo de Cristo, todos devem funcionar, servir, orar, louvar, ministrar, aliviar, falar. Uma igreja é corpo não pode ter tanta gente inativa. Infelizmente, existe uma doença provocada pelo o vírus da passividade que atinge grande número de crentes. Essa enfermidade faz com que eles se tornem inativos nos cultos, reuniões, assembleias e demais atividades da igreja.
Muita gente boa, talentosa e inteligente, por medo enterra o talento, negando-se ao corpo; é como o servo inútil da parábola. Jesus é severo e diz; E o servo inútil lançai-o para fora nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes Mt. 25.30.

c) A ceia do Senhor é símbolo de união do corpo de Cristo que é a igreja l Co. 11.20-34 - sua importância se relaciona com o passado, o presente e o futuro.
Quando o apostolo Paulo fala da ceia do Senhor em ICorintios 11, ele está apenas corrigindo as excessos cometidos. Entendemos que os crentes se reuniam numa grande festa e ali comemoravam a ceia do Senhor. Paulo nos dá a entender que havia muita participação dos crentes quando estes se reuniam .

1- Visão Retrospectiva Sua importância no passado-

a) E um memorial Gr. Anamnesis lembrar da morte da morte de Cristo no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação. O Calvário deve ser permanentemente o tema de nossa vida , onde o Senhor com o seu precioso sangue pagou o resgate de nossas almas

b) É um ato de ações de graças gr. Eucaristia - Agradecer pelas bênçãos e salvação da parte de Deus.provenientes da do sacrifício de Jesus na cruz do por nós

2- Visão introspectiva Sua importância no presente

a) Esta é a visão interior, pessoal, uma espécie de sondagem para saber como está a nossa vida diante do Senhor a quem celebramos quando participamos do pão e do vinho . Que valor temos dado ao seu sacrifício? Em que posição nos encontramos concernente à nossa comunhão com o Salvador? Este é um dos propósitos da ceia do senhor. Ela nos estimula a uma reflexão interior sobre os nossos passos na vida cristã. A ceia do Senhor é um ato de comunhão Gr. Kononia com Cristo e de participação nos benefícios da sua morte sacrificai e ao mesmo, comunhão com os demais membros de corpo de Cristo

b) É o reconhecimento e a proclamação da nova aliança mediante a qual os crentes reafirmam o senhorio de Cristo e nosso compromisso de fazer a sua vontade, de permanecer leal, de resistir o pecado e de identificar-nos com a missão de Cristo

3- Visão expectativa Sua importância no futuro

a) A ceia-do Senhor é um antegozo do reino futuro de Deus e do banquete messiânico futuro, quando então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor Mt. 8.11

b) Antevê a volta do iminente de Cristo para buscar o seu povo e encena a oração venha o teu reino Mt. 6.10.

c) Todas as vezes que dela participamos a nossa mente se volta para aquele glorioso dia quando nos assentaremos com o Senhor nas bodas do cordeiro ITs. 5.23


FONTES
SBB – Biblia de estudo Almeida
CPAD – Biblia de estudo Pentencostal
VIDA – Biblia de estudo thompson
VIDA NOVA – Biblia de estudo esperança
CPAD – Teologia Sistematica
Editora Betania – Igreja lugar de vida
Editora Betania – Adoração como Jesus ensinou
Ultimato – Revista, Janeiro-fevereiro 2006
CPAD – O Cristão na Cultura de hoje
As verdades centrais da fé cristã – CPAD – As verdades centrais da fé Cristã
Imprensa Batista regular – Teologia Elementar
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

[DEVOCIONAL] John Piper – Como Orar em Favor da Alma (a sua e a de outros)






Para as pessoas prudentes, a maneira de orar em favor da alma é governada pela maneira como você crê que Deus age. Por exemplo, se você crê que Deus muda a alma das pessoas, para que tomem decisões novas e corretas, então Lhe pedirá que realize essa mudança da alma por meio do evangelismo e do ensino. Mas nem todos são prudentes no que diz respeito à maneira como oram. Não consideram que um conceito sobre a pessoa de Deus está por trás de suas orações.

Portanto, o que estou sugerindo é que aprendamos a orar em favor da alma, primeiramente, com base na maneira como a Bíblia expressa esse tipo de oração. Se fizermos isso, nossas orações provavelmente serão boas orações, e, nesse processo, aprenderemos como Deus age.

Eis a maneira como eu oro em favor de minha alma. Faço estas súplicas repetidas vezes — em favor de mim mesmo, minha esposa, meus filhos, nossos presbíteros e pastores e toda a nossa igreja. Isto é o “feijão e arroz” de minha vida de oração.

1. A primeira coisa que minha alma necessita é uma inclinação por Deus e sua Palavra. Sem isso, nada valioso acontecerá em minha vida. Tenho de querer conhecer a Deus, ler a sua Palavra, aproximar-me dEle. De onde vem esse “querer”? Vem de Deus. Por isso, Salmos 119.36 nos ensina a orar: “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça”.

2. Preciso ter os olhos de meu coração abertos, para que, quando a minha inclinação levar-me à Palavra, eu veja o que ela realmente diz e não as minhas próprias idéias. Quem abre os olhos do coração? Deus o faz. Por isso, Salmos 119.18 nos ensina a orar: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”.

3. Também preciso que meu coração seja iluminado com essas maravilhas. Tenho de ver a glória que há nessas maravilhas e não somente os fatos interessantes. Quem ilumina o coração? Deus o ilumina. Por isso, Efésios 1.18 nos ensina a orar que sejam “iluminados os olhos do vosso coração”.

4. Preocupo-me em que meu coração não fique dolorosamente fragmentado e partes dele permaneçam na escuridão, enquanto outras partes estão iluminadas. Por isso, anelo que meu coração esteja unido com Deus. De onde procede a integralidade do coração e a união com Deus? De Deus. Por isso, Salmos 86.11 nos ensina a orar: “Andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome” (Bíblia Revista e Corrigida).

5. O que eu realmente espero desse envolvimento com a Palavra de Deus e com o Espírito Santo, em resposta às minhas orações, é que meu coração se satisfaça com Deus, e não com o mundo. De onde vem essa satisfação? Ela vem de Deus. Por isso, Salmos 90.14 nos ensina a orar: “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias”.

6. Não desejo que minha felicidade seja fraca ou débil, e sim forte e durável, em meio às piores adversidades. Quero ser forte na alegria e perseverar durante as épocas de provações. De onde vêm esse vigor e perseverança? Eles vêm de Deus. Por isso, Efésios 3.16 nos ensina a orar: “Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior”.

7. Não quero que meu vigor em Cristo seja frutífero apenas para mim, mas também para os outros. Evidentemente, “mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20.35). Por isso, quero produzir boas obras e atos de amor para as outras pessoas, de modo que a glória de Deus seja vista em minha vida, e outros provem e vejam que o Senhor é bom. Quem produz essas obras de amor? Deus as produz. Por isso, Colossenses 1.10 nos ensina a orar: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor… frutificando em toda boa obra”.

8. Finalmente, para que não perca o alvo final, eu oro, dia após dia — como um tipo de bandeira que drapeja sobre todas as minhas orações — “Santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9). Senhor, faze que teu nome seja conhecido, temido, amado, apreciado, admirado, adorado e crido, por causa de minha vida e ministério.

Tudo isso eu oro em nome de Jesus, porque Deus nos dá essas coisas somente com base na morte de Jesus. Ele morreu por mim e removeu a ira de Deus, para que o Pai me desse gratuitamente todas as coisas (Romanos 8.32).

Senhor, ensina-nos a orar, desde o começo até ao fim, de uma maneira bíblica e com uma percepção bíblica de como Tu ages no mundo. Mostra-nos a Ti mesmo e como Tu ages, para que oremos como devemos. E ensina-nos a orar como devemos, para que vejamos como Tu ages.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Jesus A Simples Verdade