Jesus - a Simples Verdade

terça-feira, 15 de março de 2011

A Suficiência da Cruz: Hernandes Dias Lopes



O apóstolo Paulo alertou para o perigo de um evangelho diferente (Gl 1.8). Quando lemos os dados estatísticos do IBGE, que evidenciam o estupendo crescimento da igreja evangélica brasileira nas últimas décadas, ficamos a pensar que tipo de evangelho tem florescido com tanto vigor no Brasil. Será o evangelho de Cristo? Será o do Novo Testamento? Será o da cruz? Presenciamos o surgimento de um evangelho distinto, centrado no homem, e não em Cristo. É um evangelho de prosperidade, e não de salvação; de libertação mística, e não de arrependimento dos pecados.

O evangelho tem sido adulterado e modificado para ficar mais palatável ao homem pós-moderno. O sincretismo religioso que vemos florescer em nosso país é condenável. Os cultos se transformam em sessões de descarrego; as pessoas são levadas a depositar sua confiança em crendices, como óleo ungido, água e fluidos consagrados por bispos “poderosos”. Temos visto o reflorescimento das indulgências medievais nos púlpitos chamados evangélicos. As pessoas estão precisando comprar as bênçãos de Deus. A igreja está se transformando numa empresa; o púlpito, num balcão de negócio; o evangelho, num produto de consumo; e os crentes, em consumidores esfaimados.
É necessário que levantemos nossa voz e brademos que esse é outro evangelho, um evangelho estranho, espúrio. Precisamos nos voltar para as Escrituras, para a plena suficiência da obra de Cristo em nosso favor. Não temos nada a acrescentar à obra cabal que Jesus realizou por nós. Não há outro evangelho a ser pregado senão o evangelho de Cristo, e este crucificado (1 Co 1.23,24).

Jesus venceu e subjugou o valente, Satanás, tirando-lhe a armadura em que confiava (Lc 11.22). O Senhor desarmou o inimigo mediante o sacrifício que fez na cruz. No madeiro, Jesus despojou os principados e potestades e triunfou sobre eles, expondo-os ao desprezo. Na cruz, arrancou das mãos do diabo todas as suas armas; consumou a obra da nossa redenção. A cruz não foi um patíbulo de fracasso, mas o trono do mais esplêndido êxito. Foi ali que Jesus conquistou as mais extraordinárias vitórias para a igreja.

A lei foi cumprida

Por meio da lei, o diabo tenta nos intimidar, acusar e condenar. Ele se esforça para usá-la contra nós. Ele tem prazer em revelar nossos pecados e nos expor ao ridículo.

É isso que ele faz o tempo todo com você. Mas Jesus cumpriu a lei por você. Ele, na cruz, pagou a pena que lhe cabia. Ele cancelou o seu escrito de dívida. Agora você se encontra livre de toda condenação, pois foi justificado. Não há mais condenação para aquele que está em Cristo. Ninguém mais pode condená-lo, pois Cristo morreu em seu lugar e satisfez todas as demandas da justiça divina que você violou. Jesus levou a sua culpa. Ele pagou o preço da sua redenção e o libertou. Você recebeu perdão. O sangue de Cristo o torna mais alvo do que a neve. Esse sangue é o escudo que o livra da morte eterna.

Você, agora, está quite com a lei, a justiça e o tribunal divinos. Você não vive mais sob a lei, mas debaixo da graça. A sentença de morte, que deveria recair sobre sua cabeça, caiu sobre Jesus. Ele morreu a sua morte, para que você pudesse viver a vida dele.

O pecado foi derrotado

Jesus Cristo perdoou todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros. Se conhecemos essa verdade e tomamos posse dela, o diabo não pode mais lograr êxito sobre nós.

Certa feita, Lutero sonhou com o diabo acusando-o de uma enorme lista de pecados. Lutero, então, disse-lhe:
“De fato, eu cometi todos eles. No entanto há algo muito importante que essa lista não revela: é que o sangue de Jesus me purifica de todo pecado. Agora estou livre.”

Na justificação, fomos libertos da condenação do pecado. Na santificação, estamos sendo libertos do poder do pecado e, na glorificação, seremos libertos da presença do pecado. Embora a glorificação seja um acontecimento futuro, na mente e nos decretos de Deus, já é um fato consumado (Rm 8.30). O pecado foi vencido. Estamos livres pela morte de Cristo. Sua morte foi o nosso êxodo. Sua cruz, a nossa bandeira de liberdade.

A morte foi vencida

Como já disse, a cruz não foi a arena da derrota de Jesus Cristo, mas o palco da sua mais esplendorosa vitória. Jesus ressuscitou. Ele venceu a morte. Ele arrancou o aguilhão dela. Agora ele tem as chaves da morte. Ele é a ressurreição e a vida.

No drama do Gólgota, parecia que a morte daria fim ao sublime ministério de Cristo. Jesus fora preso e acusado de blasfêmia em um julgamento ilegal. Seus discípulos haviam fugido. Os romanos zombaram dele. Atravessaram cravos em suas mãos e pés. Mas Deus estava no controle. A cruz foi o pódio mais alto, onde Cristo sagrou-se campeão invicto, desbaratando o poder da sepultura e arrancando o aguilhão da morte. Esta não pôde detê-lo. A morte morreu na morte de Cristo. Ele a derrotou, trazendo a esperança de ressurreição. A morte não tem mais a última palavra. Cristo ressuscitou!

O diabo foi derrotado

A cruz, símbolo de fraqueza, vergonha e dor, transformou-se em instrumento de vitória retumbante. Cristo triunfou sobre o diabo e suas hostes na cruz, expondo-os ao desprezo. Cristo desbaratou o inferno e impôs ao diabo uma derrota fragorosa e definitiva. O diabo é um inimigo vencido. Seus dias estão contados. Sua sentença já está lavrada. Ele será lançado no lago de fogo e atormentado noite e dia pelos séculos dos séculos. Ele não é rei nem no inferno. Sua condenação já está determinada. Seu fim se aproxima. Ele terá de se curvar diante de Jesus. Todo joelho tem de se dobrar diante de Cristo no céu, na terra e debaixo da terra. Todos precisam confessar que “Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.11).

Agora nós, que estamos em Cristo, somos vencedores. Temos autoridade sobre o diabo e suas hostes. É da cruz que emana todo o poder para a nossa vitória. Aleluia!



Hernandes Dias Lopes é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, conferencista e escritor. Este artigo foi extraído do seu livro O Melhor de Deus Para a Sua Vida - vol. 1, publicado por Editora Betânia.

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